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Perguntas mais frequentes (Faq´s)
Escrito por Okanbi / Omo AggayúAqui podes encontrar um sistema de exemplos de perguntas mais frequentes colocadas sobre a Santeria. Caso não encontre alguma pergunta que gostaria de saber faça o favor de nos contactar para o nosso correio electrónico e colocar a sua questão. O mais breve possível será contactado.
A todos
que o façam desde já o nosso muito Obrigada
Do Grupo Anastácia
O que é a Santeria?
Santeria (literalmente, caminhos dos santos - os
termos preferidos entre praticantes incluem Lukumi e
Regla de Ocha) é um conjunto de sistemas religiosos
relacionados que funde crenças católicas com a
religião tradicional Iorubá, praticada por escravos
e seus descendentes em Cuba, no Brasil (onde o
candomblé apresenta semelhanças com a santeria), em
Porto Rico, na República Dominicana, Venezuela, no
Panamá e em centros de população latino-americana
nos Estados Unidos como Florida, Nova York, e
Califórnia. “Santeria” significa os “caminhos dos
santos”, originalmente um termo pejorativo aplicado
pelos espanhóis para ridicularizar a devoção
excessiva dos seguidores aos santos e à negligência
de Deus.
Têm uma teologia
completa, uma completa tecnologia metafísica, e uma
tradição ancestral de elaborados e coloridos
rituais. Ademais de isto, é uma religião de
mistérios iniciados a semelhança dos célebres
mistérios de Eleusis que se celebravam na Grécia da
antiguidade, mas que a diferencia de aqueles
segredos que se perderam por ser tão bem guardados,
sobreviveram por milénios relativamente com poucas
mudanças. A maneira de aclarar, apesar do nome
popular como é conhecida, a Santeria não consiste
num culto a santos católicos.
Estas eram só mascaras que assumiram os Orishas para poder sobreviver durante a escravatura no corações dos seus devotos. Os Orishas são as divindades dos Yorubas, e a palavra “santo” é só utilizada devido a conveniência e a familiaridade. Os Santeiros conhecem Deus como Olorún (Dono dos Céus) ou como Olodumaré. Existe um número indefinido de Orishas, ou de divindades, que ajudam Olorún a distribuir o aché a toda a criação, e são vistos como aspectos de Olorún. Aché se traduz como vitalidade, poder, graça, ou bênção.
Quem é Oloddumaré?
Para os ancestrais Yorubas e, para nós seus descendentes, a existência de Oloddumare (Ser Supremo) é tão real, como a própria de nós como povo. É muito raro encontrar entre nós os descendentes dos Yorubas alguém que não acredita em Oloddumare. Em outras palavras, eu que estou tratando de decidir, que para os afro cubanos a crença de um Ser Supremo é Lei. De isto não temos a menor dúvida, sendo o Criador de todo o nosso universo e dos seres que vivem em este universo. Criador dos Céus e terra, homens e mulheres, que também criaram todas as Divindades, espirituais, dos quais são os funcionários, intermediários entre o homem e OloddumareOlodumaré é a “Divindade” suprema de nós, ele é a origem de todas as coisas do céu e da terra, é o criador que existe desde os princípios dos tempos, o autor do tempo, do dia e da noite. Olodumaré é um Deus imparcial que controla o destino de todos os homens. Ė comun que os Orichas castiguem os homens quando estes rompem as leis, quando rompem os rituais; sem embaraço com Olodumaré julga os homens de acordo com os sentimentos íntimos de estes, com a sua personalidade e com o seu carácter, pois ele tudo sabe e tudo vê de uma pessoa, inclusivamente os seus pensamentos íntimos. Ele é o único que pode julgar a moralidade de uma pessoa, e de acordo com isto que no final da nossa vida, iremos receber o que merecemos na vida terrena. Sendo como é natural o juiz dos Orichas é regente peral no reino dos Zeus e da terra, nada se pode fazer contra a vontade de Olodumaré, ele é o Omnipotente do Universo; este se move por ele, controla os elementos e a vida humana de este planeta em qual vivemos.
O Que é um Santeiro?
A função dos
sacerdotes da nossa religião é actuar como
intermediários entre os homens e os Orichas, e por
tanto são considerados adivinhos. Esta função pode
ser exercida mesmo por Santeiros ou Babalawos,
e existem muitas outras funções que eles podem
exercer como por exemplo: ser médicos, adivinhos,
curandeiros, encantadores, conselheiros espirituais
e materiais e em si tudo o que esta relacionado com
a vida quotidiana dos humanos.
Eu sou o primeiro que entende que se têm que ser um bom ser humano, um bom sacerdote, e quando digo bom, isto abarca uns conceitos mais elevados, hoje já esta extinguidos em muita gente; “Ser um bom ser humano significa ter moral, princípios, ser benévolo, respeitoso até consigo mesmo. A arrogância coisa muito pré estabelecida na maioria dos Santeiros e Babalawos de nossos dias” é a vaidade, são dos conceitos negativos que a maioria de nossos praticantes devem corrigir, para poder logo tratar de impormos suas ideias. Recorda-se que o pior dos defeitos que possa ter num homem é a “Vaidade”
Para decidir que se é um experte nesta matéria, necessita de muita sabedoria e aprendizagem o qual não se adequir em curto tempo, este é um trabalho de muitos anos de aprendizagem e de pratica junto as pessoas qualificadas nesta matéria. Hoje em dia a maioria das pessoas, chamadas expertes nesta matéria, recopiaram os seus dados por meios de livros, os quais não tem uma essência e muito menos sabem os autores de estes “livros” o que é um dos nossos “oráculos”.
O que é um ebbó ou Addimu?
Os ebós ou addimú são oferendas feitas para Orixás, Odú, Eguns e outras divindades para diversas finalidades, sejam elas feitas para apaziguar algum problema, sejam feitas em forma de agradecimento de alguma graça atingida, por alcançar algum objectivo ou simplesmente como forma de agradar as divindades que ora está sendo adoradas. O princípio da Santeria se baseia no ebó, nas oferendas propiciatórias obtendo a redistribuição do Axé e mantendo seu equilíbrio vital.
Através da hierárquica, todo ebó a ser ofertado, para que o Oricha tome conhecimento, devemos invocar a energia de outros Oricha, que tem o papel específico de servirem de interligação entre nós e as divindades, sendo que sem a aceitação desses, os Orixá os quais estamos ofertando os ebós não saberão de sua existência.
Gostaríamos de salientar que ao fazer tais oferendas ou Ebós, se faz necessária a presença ou orientação de um Santeiro (ou zelador de Santo como se diz no Brasil) para que seja colocado o Axé necessário para cada acto. Existem porém alguns ebós que eles não são necessário. Aqui apresento alguns ebós para os curiosos verem e saberem, mas deixo desde já o aviso que nenhum deles funciona sem a correcta intervenção de um Santeiro experiente.
O que é uma sessão espiritual?
A sessão espiritual é parte
de quem desenvolve a regra de Ocha ou o
Palo, é como a parte que esta no meio entre
os santos e a nganga. Não tendo as três que
relacionar-se entre si. É um centro de poder
donde coincide diferentes espíritos
servidores de distintos funções e interesses,
cujos poderes podem ser evocados por um
devoto em beneficio seu, de sua família, ou
de aqueles a quem deseje realizar uma obra
de caridade. Se compõem de nove copos com
agua, um copo de cristal transparente com
agua, um rosário e uma cruz ou crucifixo,
preferencialmente de madeira (estes integram
o Cristianismo). Outros elemento são: flores;
nas ocasiões que se indicam, uma vela cuja
cor será branco ou outras cores segundo se
indique. Também de acordo a diferentes
missas de investigação são realizadas se
agregam imagens ou objectos, para que um
morto em especial vibre no trabalho e se
identifique com ele.
Existem diferentes tipos de
missas: DESENVOLVIMENTO: é o
trabalho que se realiza com pessoas que
começam o caminho do espiritismo, com elas
se pratica e desenvolve, e se instrui de
como se realizam guiando, em sua
aprendizagem, a forma de trabalhar, a forma
de comunicação com os espíritos e a forma
mais adequada para comunicar-se com os seus
próprios guias. Estas missas são dirigidas
por um espírita com conhecimento do trabalho
espírita, as pessoas que integram este tipo
de missa, são pessoas que acontecem
feitos raros internos ou externos que escapa
a lógica, ou hão logrado sem querer uma
comunicação com os espíritos.
Porque se utilizam pedras num Santo?
Os Africanos acreditavam que o Santo quando caminhava na Terra, ia ao céu e depois regressava a esta em forma de chuva. Que essa agua caia nos rios e estes se convertiam em pedras que tomavam as cores segundo os Orichas (algumas brancas, outras negras, outras amarelas e rosas e assim sucessivamente). Eles sempre veneram os rios porque ali estavam a representação dos Orichas Africanos. Se o leitor conhece um pouco da geografia do continente africano, se dará em conta que onde está a Nigéria há 16 rios, e o principal leva o nome de Changó e os outros 15 desaguam neste. Tais pedras se recolhiam e uma por uma se ia perguntando com um coco se tinham algum espírito de algum Santo em particular. Se com o coco decidiam que sim, então lhes preparavam e lavavam com omiero de Osaín. Por isso, Osaín é o Deus mais importante; é ele a vida da Terra e é o Deus curandeiro. Ele Osaín têm o conhecimento de todos os Ewes (ervas), os que curam e matam, tem uma faculdade muito rara pois com ele salva as pessoas da mesma morte ou as curas de uma enfermidade má. Depois, se faz o sacrifício dos animais. O sangue dos animais fortalece e dá força a esse espírito para que se desenvolva e cresça, e que para o Santo possa falar aos seus filhos.
O que é o Palo Monte?
O Palo Monte é oriundo dos povos Bantús, chamados Congos, estes procedem da parte sudeste de África, uma das regiões mais extensas do continente africano. Esta Regra foi o resultado da transculturação dos credos bantús, em ela existiram distintos grupos étnicos com diferentes graus de evolução e níveis culturais. Pelo ano 1700 saíram de África grupos de tribos Nganga e chegaram a Cuba com o Lucumi, com o Abakua, com o Arara, com o Palo Monte Mayombe, Briyumba ou Brillumba, Malongo, Kimbisa.
Estas Regras em África eram e são puras, mas em Cuba com a iniciação do crioulo surgiram outras variantes e se cruzaram e nasceu a Kimbiza que significa Cruzado é certo que daí nasceu o Palo Monte Mayombe Kimbiza. Do kimbiza é a forma misturada de praticar a religião, ao que se chama Palo Cruzado, que rapidamente se estendeu e superou as outras, e assim se formou o arroz com manga pois na nossa crença de Palo hoje em dia há muitíssimas Casas e Linhagens com diferentes trajectórias e sistemas de crenças, assim que a Regra Kimbisa é a mais influenciada por todos os sistemas da crença encontrados em Cuba. O sistema de Kimbisa incorpora em sua fundação as práticas de Palo Monte junto com, crença do Espiritualismo, do cristianismo, de Abakua, de Lukumi, Yoruba e outras muitas mais.
O que são os Egguns?
Os mortos (ikús) os espíritos que nos rodeiam (egguns) devem serem atendidos, com o mesmo respeito tanto como aos SANTOS (Orishas). A reverencia aos antepassados é um dos pilares das religiões africanas. Na religião Yorubá o “morto pariu o santo” (ikú lobi ocha) e antes de invocar e pedir permissão (moyugbar) e saudar os Orishas há que invocar os mortos. Isto se deve a que todos os Orishas foram seres vivos originalmente como os santos católicos e depois de mortos foram dados o título de santo pela vida que levaram aqui na terra, tal e o caso do Orisha Changó que foi quarto rei de Oyó (ile Ife) na actual Nigéria.
Os Egguns comem antes que Elegguá e separados dos Orishas. Em determinadas cerimonias lhes oferecem uma vela (ataná), coco (obi) em nove pedacitos que é a marca do morto, agua fresca (omi tutu), aguardente (otí), café (omi bona), tabaco (achá), pimenta da guine (ataré), e se utiliza a cascarilha (efún). Esta oferenda se situa no piso fora da casa ou num canto interior no caso de não existir pátio e se dispõe dentro de um círculo ou rectângulo (atena) desenhado com cascarilha. A cerimónia se inicia com a moyugba correspondente e a declaração do sentido da oferenda. Isto se pode realizar mesmo com coco fresco aos mortos o qual se faz em pequenos pedaços que se atiram no interior da figura traçada no chão dizendo “alfaba iku, alafaba ano............”
O que são os Colares?
Os colares são
de varias cores e correspondem e simbolizam cada
Oricha. É obvio que os colares são resguardados e
que vitalizam-se depois de haver passado pela
cerimonia de receber os colares, que é o segundo
passo do Santeiro. A imposição dos colares é uma
forma de nos identificar com o nosso Oricha e de dar
inicio a um processo de iniciação na Santeria. Esta
cerimonia se prepara quando coincide com uma
cerimonia de Santo.
A imposição dos colares é tão complicada que quase nunca se prepara com o só propósito de receber colares. Esta cerimonia se prepara quando coincide com uma cerimonia de Santo. O Padrinho coordena a cerimonia dos colares com a cerimonia de alguém que esta preparando para receber o Santo. Desta forma, as elaboradas preparações se aproveitam para as cerimonias. Esta cerimonia começa depois que o Padrinho a traves dos búzios, que servem de oráculos a esta religião, determina qual o Oricha é o protector do iniciado. (Este Oricha em terminologia corresponde o Anjo da Guarda de cada um, sendo o Oricha do qual é o filho).
A cerimonia se desenrola num quarto fechado onde se encontram vários Santeiros e específicos atributos da cerimonia. Cada passo é premeditado e cada artigo do quarto tem a sua razão de ser. Até o vestuário de cada pessoa é cuidado de acordo com as muitas regras desta religião. Na cerimonia, alem de preparar os colares, se escolhem as ervas e sacrifícios de animais e também se despoja do iniciado de todas as más influencias. Este despojo se caracteriza com o acto de cortar a roupa que tem posta pois ao receber os colares e banhando com as aguas preparadas com vários ingredientes que se ocultam zelosamente pelos Santeiros.
Quem são os Yorubás?
Os Yorubas são
os integrantes de um povo africano, situado a
sudoeste da Nigéria e na região limítrofe com a
actual República de Benin, Togo e Gana, na Africa
ocidental.
Os iorubás ou
iorubas (em iorubá: Yorùbá), também conhecidos como
ou yorubá (iorubá) ou yoruba, são um dos maiores
grupo étno-linguístico ou grupo étnico na África
Ocidental, composto por 30 milhões de pessoas em
toda a região. Constituem o segundo maior grupo
étnico na Nigéria, com aproximadamente 21% da sua
população total.
A maioria dos
iorubás falam a língua iorubá (iorubá: èdèe Yorùbá
ou èdè). Vivem em grande parte no sudoeste do país;
também há comunidades de iorubás significativas no
Benin, Togo, Serra Leoa, Cuba e Brasil. Os iorubás
são o principal grupo étnico nos estados de Ekiti,
Kwara, Lagos, Ogun, Ongo, Osun, e Oyo. Um número
considerável de iorubas vive na República do Benin,
ainda podendo ser encontradas pequenas comunidades
no campo, em Togo, Serra Leoa, Brasil e Cuba.
Bem como
tendo acesso ao mar, eles compartilham fronteiras
com os Borgu (variadamente chamados Bariba e Borgawa)
no noroeste, os Nupe (que eles chamam muitas vezes,
"Tapa") e os Ebira no norte, os Edo que também são
conhecidos como Bini ou povo benin (não-relacionado
com o povo da República do Benin), e os Ẹsan e
Afemai para o sudeste. Os Igala e outros grupos
relacionados, encontram-se no nordeste, e os Egun,
Fon, e outros povos de língua Gbe no sudoeste.
Embora a maioria dos iorubás vivam no oeste da
Nigéria, há também importantes comunidades yorubás
indígenas na República do Benin, Gana e Togo.
A maioria dos
iorubás é cristã, com os ramos locais das igrejas
Anglicana, Católica, Pentecostal, Metodista, e
nativas de que são adeptos. O islamismo inclui
aproximadamente um quarto da população iorubá, com a
tradicional religião iorubá respondendo pelo resto.
Os iorubas têm uma história urbana que data de 500
d.C. As principais cidades iorubás são Lagos,
Ibadan, Abeokuta, Akure, Ilorin, Ogbomoso, Ondo,
Ota, Shagamu, Iseyin, Osogbo, Ilesha, Oyo e Ilé-Ifè.
O que espera um afilhado de um padrinho?
Que saiba desta
religião, a menos que a pessoa nos tenha dito
abertamente que não sabe muito desta religião. Que
nos ajude a resolver os problemas que nos surgem.
Que nos respeite como pessoas e que entenda que não
somos a sua propriedade. Que nos ensine sobre a sua
casa ou rama, para aprender como se fazem as coisas.
Que seja o suficientemente maduro e honesto para
dizer que não sabe algo. Que nos permita aprender de
outros se nos apresenta a oportunidade. Que tenha a
resposta para todas as nossas perguntas. Que não se
meta em nossas questões a menos que o peçamos.
Que espera um padrinho de um afilhado?
Um padrinho ou
madrinha, espera que sejamos muito religiosos antes
de tudo e respeitosos pelo seu anjo da guarda.
Espera que sejamos obedientes e discretos, sobre
tudo em esse primeiro ano de iniciação, que é tão
importante. O afilhado representa o seu padrinho e
essa casa religiosa, para o bom ou o mau. Deve haver
uma comunicação efectiva entre ambos, já que esta
relação é por toda a vida. O afilhado deve aprender
a conhecer os distintos estados de ânimo dos seus
padrinhos, já que isso garanta uma relação cordial e
duradoura. O afilhado ou afilhada deve manter
em total segredo de tudo o que o padrinho fale a
outro afilhado no dia do Ita. O afilhado deve
aprender e ver a forma de assistir as cerimonias em
casa do seu padrinho sempre e quando o convidem. É
importante que o afilhado recorde sempre os
aniversários dos seus padrinho. O afilhado deve
recordar que há outros afilhados em casa e que deve
evitar a todo custo, criar ciúmes entre os seus
abures (irmãos) religiosos. De igual forma devemos
mencionar as coisas que não se devem esperar de um
afilhado, e que um afilhado não tem que viver
ajudando o seu padrinho economicamente, não tem que
fazer agradecimentos constantes. Também tem que
viver fazendo as tarefas domesticas, e há de
recordar que esta religião, não é uma escravatura.
De um afilhado se deve esperar o mesmo que um filho,
e os filhos nem sempre estão de acordo com os pais,
e tomam as suas próprias determinações.
Que procura o iniciado na religião Yoruba?
Uma orientação
dos passos a seguir em sua vida, a direcção e a sua
missão escolhida pela sua Ori (cabeça). Um sentido
de pertencer a uma religião onde Olodumaré te vai
aceitar tal como és, que lhes dará o conselho para
evoluir tanto no plano físico como o espiritual, tal
como faria uma mãe, que ainda conhecendo os defeitos
e virtudes de um filho o ama. Isto poderia ser a
razão que mais pessoas cada dia estão sendo
iniciadas em nossa religião. É por esta razão que
podemos ver médicos, advogados, ama de casas,
militares etc. Oferecemos uma resposta individual
partindo da premissa que cada pessoa é um ente a
parte e por isso não tem, um patrão a seguir por
todos, já que cada um tem um caminho a seguir muito
distinto do outro. Isto é assim motivado pois todos
temos um caminho a seguir que difere entre nós.
Sendo cada um distinto do outro, é impossível que as
regras e as leis podem ser as mesmas. Muitas vezes
procuram essa orientação sobre o próximo passo a
seguir, que o poderíamos comparar como um caminho,
em que devemos saber até onde vamos e com que
mentalidade devemos guiar para não ter tropeços. O
Orisha ou anjo da guarda tutelar, viria a ser o
amortecedor, para que tenhamos menos obstáculos
nesta vida. Esse Orisha também vai ser o
intermediário perante Deus, de nossas andanças no
mundo. É quem vai dar contas perante Olodumaré por
nossas obras boas ou más e quem vai interceder e
para que as sanções sejam menores. O iniciado terá
de saber o que espera do Orisha, é que ele não ira
fazer tudo por si, pois caberá a si fazer esse
caminho. Não há crime sem castigo. Há quem crêe que
podem fazer tudo o que desejam, porque acham que o
Orisha lhes vai permitir uma série de coisas. Se
entende que o Orisha esta aqui para resolver acções
mal feitas, mas nesta religião não é assim. Como
dizem os mayomberos desta nossa religião o Orisha é
lento e vagaroso como um elefante, o que quer dizer
que lentamente vai esperando o momento para ensinar
o nosso erro. Um iniciado pode procurar também lucro
económico, o qual é um erro, já que esse não é a
base da nossa religião, e sim pelo contrario fala de
ser desprendidos quando alguém chega a nós com uma
necessidade. Esta religião não dá riquezas. É uma
religião do mundo, já que em este é onde vivemos, e
porque tanto temos que aprender a viver em ele.
Como se entra na religião Yoruba?
Seja por uma revelação (sonhos, mensagens, etc.), ou através do oráculo de Ifa ou Osha, ou por desejo próprio de iniciar-se na religião. A maioria parte das vezes é pelo decreto do oráculo de Ocha. Estas são algumas das hipóteses que existem para que um crente encontra-se com a sua verdadeira natureza espiritual. O destino é uma das possibilidades que existem no caminho dos crentes e uma forma mais "natural" de nos encontramos com Olodumaré.
O que é um iniciado ou um Iyawo?
Aquele que se
inicia em Ocha ou Ifa, no seu primeiro ano de
iniciado (Ocha) o conhecemos como por Iyawo. Em
alguns casos somente durante três meses em algumas
casas, mas o normal é um ano, e só depois de ter
completado o seu término o conhecemos como Babalosha
ou Iyalosha no caso de Osha e awo ou Babalawo no
caso de Ifa.
Quais as funções e os deveres da Oyugbona?
O Iyawo vai ao
pé do anjo da guarda da pessoa escolhida como
Oyugbona, com o prato, dois cocos ou dois Obi Kola
inteiros, 2 velas e o direito (dinheiro), e
perguntar se a pessoa pode ser a sua Oyugbona para o
futuro Iyawo, seja numa cerimonia de consagração de
Ifa ou Osha (Se esta for a Regra da Casa).
Numa
cerimonia de colares ou de iniciação a sua função é
de assistir a madrinha ou padrinho nas cerimonias.
Se é uma iniciação deve ir com o Iyawo fazer o
registro de entrada e marcar o ebbó, a través de
Ochá. É chamada para verificar os fundamentos do
Iyawo, e deve ter em mente as coisas que o Iyawo vai
necessitar no dia do rio e os detalhes da cerimonia.
Deve deixar tudo preparado para o dia da iniciação,
já que é chamada para facilitar tudo ao Oriaté em
Osha e ao Awo que dirige nas cerimonias do dia
seguinte (o dia da iniciação). Tem que fazer as
rogações ao Iyawo, assistindo todos os dias que
esteja na esteira. Deve estar no quarto de iniciação,
já que esta será a pessoa que fará todo o trabalho e
de buscar tudo o que faça falta no quarto (Bodun).
Tem que estar atenta de tudo o que suceda no quarto,
e que não falte nenhum detalhe, que possa escapar a
outros. É a encarregada de dar banho e vestir o
Iyawo e de trazer a sua comida. Deve estar atenta ao
que possa falta no dia do Ita. É a pessoa
encarregada de levar ao Iyawo a praça e ao mercado
em Osha. De aqui em diante é quem dará obi aos
Osishas do Iyawo e quem rogará a cabeça, a menos que
o padrinho decida outra coisa. Acomoda aos Orishas
para o aniversario do afilhado. Pode delegar aos
outros, funções triviais, mas as principais que
tocam, não as pode delegar, para isso que é Oyugbona.
Em muitas casas, depois que se toca ao anjo da
guarda do padrinho, é regra tocar ao da Oyugbona.
Finalmente a Oyugbona é uma pessoa muito importante,
já que está tem a responsabilidade de verificar o
que falta numa cerimonia e dar assistência ao Iyawo
em muitos aspectos.
Quem é a Oyugbona?
A Oyugbona é a
segunda pessoa que manda numa iniciação ou cerimonia.
Ao terminar é a pessoa que assiste ao Oriaté. Também
o significado literal em Yoruba é: Ela que vigia o
caminho.
Porque se usa o coco na Santaria?
O coco é usado
tanto pelo Santeiro que também pelo Babalawo, e com
eles perguntamos aos Orichas o que é que desejam. O
coco também se pode usar alguém que não tenha feito
santo mas que já tenha os seus colares ou os seus
guerreiros. O coco se conhece como Obi e é um dos
Orichas menos conhecidos. O oráculo do coco se
acompanha de cinco letras que são Alafi, Itagua,
Elleife, Ocana Sordi e Ocana Oyekun.
O coco é usado tanto pelo Santero que também pelo Babalawo, e com eles perguntamos aos Orichas o que é que desejam. O coco também se pode usar alguém que não tenha feito santo mas que já tenha os seus colares ou os seus guerreiros. O coco se conhece como Obi e é um dos Orichas menos conhecidos. O oráculo do coco se acompanha de cinco letras que são Alafi, Itagua, Elleife, Ocana Sordi e Ocana Oyekun.
Para preparar o coco para a adivinação se têm que partir um coco seco e de ali retirar os quatro pedaços que se vão usar, e se recomenda usar os pedaços grandes. Quando estamos preparados para atirar os cocos se coloca em frente do Oricha ao qual se vai perguntar. Deve-se refrescar o coco com agua, se reza ao santo e tirar-se do coco algumas lascas depende do numero do Oricha.
O Que são os búzios?
São os búzios
abertos que dão caminho e solução aos problemas do
consulente, através de receitas de banhos, oferendas
ou ebós (limpeza corporal de energia negativa). O
Santeiro (pai de santo) que interpreta a leitura de
búzios (o que lê os resultados do Odu), deve estar
de corpo limpo, purificado com banhos, se abster de
carnes e bebidas alcoólicas, assim como de relações
sexuais, para estar apto a se comunicar com os
deuses Orichas e assim, melhor interpretar e
traduzir as receitas e conselhos aos seus filhos e
pessoas que buscam o socorro e o alivio para suas
dores morais e físicas.
Quem é Elleguá?
É o Orisha que
tem as chaves do destino. É o dono dos caminhos e
mensageiro de Olofi, têm o privilegio de ser o
primeiro em tudo.
Muito se fala de Eleggwá que
é o senhor e dono de todas as oportunidades da
nossa vida, e que é ele que abre e fecha todas
as portas dos nossos desígnios e também o
encarregado de fazer cumprir as leis sagradas de
nossa Mãe Terra. Também temos em mente que será
Eleggwá um Oricha sendo o dono de todos os
caminhos e portas deste mundo, é ele o fiel
depositário do Ashe da nossa vida. Ellegua se
veste com as cores vermelho e negro, ou branco e
negro e codificam a sua natureza contraditória
do seu ser. O rato é uma das imagens que
representa Ellegua não sua mais infinita procura
de caminhos, que sempre os encontra.
Em particular, Elegbara aparece na encruzilhada dos humanos e do divino, pois ele é o Oricha infantil e o mensageiro entre os dois mundos (a terra e o céu). Têm uma relação boa com todos os Orichas, mas a mesma é muito mais estreita com Changó e Orumila. Nada neste mundo se pode fazer sem a sua permissão, pois ele é sempre o primeiro a comer. Por isso Elegua sempre é chamado em primeiro lugar quando se faz um sacrifício, pois ELE é quem abre as portas entre os dois mundos e abre as portas e os caminhos na nossa vida. Elegguá se reconhece a si mesmo pelos números 3 e 21, e ele é a nossa sorte e destino, com ELE tudo se alcança, e sem ELE nada se consegue. Quando pedimos um conselho a Eleggwá e ele nos fala e nos dá os seus conselhos, esses conselhos, temos a segurança que é o nosso espírito interior quem nos fala através dos Oráculos.
Quantos Orishas existem na religião Yoruba?
201 divindades
são as pertencentes ao panteão Yoruba, mas na
América só perduram até hoje, aproximadamente uns
trinta Orishas dadas as características do ritual.
O que é o Oráculo de Ifá?
Oráculo supremo
mediante o qual o Babalawo se comunica com Orula e
com as divindades do panteão Yoruba, personifica a
sabedoria e a possibilidade de influir sobre o
destino. Utilizam a cadeia ékuele e o tabuleiro de
ifá com ikines
Quem são os Búzios na religião Yoruba?
Os Cauris são
parte do Orisha, transmitem a profecia personalizada
a través do “Diloggún” e os seus “Oddus”. É um
sistema numérico interligados a pataki que
estabelece uma relação entre os feitos narrados e os
problemas que podem ter a pessoa que se consulta.
O que é um Babalawo?
A Regra de Osha
ou Santeria está interligada com Orúnmila ou Ifá.
Os babalawos tem uma consagração adicional de
Orúnmila. Entregam os devotos “Mão de Orula” (
Ico-fá (mulher), Awo-faca (homem) de Orula ) e
diversas divindades, mas não consagram “Osha” aos
seus afilhados. Se reúnem em Concilio com a
finalidade de apresentar as previsões de Orula que
se cumprem inexoravelmente.
Quem são os Orichas?
São divindades
ou energias superiores que regem os nossos destinos,
transcendem as nossas faculdades sensoriais, e são
intermediários de Deus.
Por que esses nomes tão estranhos para denominar
Deus e as forças superiores?
OLODDUMARE está
composto no dialecto Yoruba por: OLO eterno DDU
tempo MARE criar estabilidade este é Deus. OLOFI
significa OLO extensão FI espaço de este mundo.
OLORUN no continente africano há pessoas que não
conhecem, e nem adoram outro Deus que não seja o Sol
como ele, e se chama LORUN.
O que significa a expressão Oloddumare - Olofin-
Olorun?
Oloddumare é a
criação = Deus Todo poderoso Olofin e Olorun é o
Sol, e são tendências diferentes da divindade que se
integram em uma somente entidade.
Penso que para
chegar a entender todo o que é
relacionado com Oloddumare se têm que
analisar todos os nomes correlativos de
esta “Divindade”. Os nomes que vamos
analisar deixam uma ideia muito clara de
quem é “Oloddumare”, eles marcam uma
definida intenção dos conceitos do “Ser
Supremo” (Oloddumare).
(1) Oloddumare: É a Origem de outra palavra, não é fácil determiná-la mas entre os maiores de nossa crença confirmam que este nome esta enraizado em uma que têm grandeza, magistralidade eterna e qual o homem pode depender em o todo momento.
(2) Olorun: Este nome se explica por si mesmo: significa o dono de Orun (os céus de cima) o Sr. que é dono de todos os céus (universo).
(3) Eledaá: Significa o “Criador”. O nome diz e sugere que o “Ser Supremo” foi e é o responsável de toda a criação. Ele foi o que existiu e é a fonte de todas as coisas.
(4) Alaaee: Esta vocábulo implica o “ser que sempre está vivo”, isto é concebido por os maiores ancestrais de nossa crença que ele “espírito que sempre existiu”. Em outras palavras, o “Ser Supremo” nunca morre. Esta é a razão porque os antigos sacerdotes diziam: A ki Igbo Iku” (nunca havemos ouvido da morte de Oloddumare).
(5) Elemii: Ele que é dono da vida. Este nome aplicado ao “Ser Supremo” sugere que todas as criaturas, animais, plantas lhe devem o alento da vida a Olodumaré. Em outras palavras sem a permissão de Ele nada tira a vida. Quando o dono da vida retirar o seu alento de os seres vivos, eles morrerem e então, é Ele quem planifica o futuro dos espíritos de eles. Os maiores de nossa crença em tempos passados o agregaram a ele que antes disse: (Bi Elemii ko ka ba, emi eo se eei tabi eeini) “Se o sono da vida não nos deixa já e o haré isto ou aquilo”.
(6) Olojo Oni: É dono e o controlador de este dia, e o que se passa em este dia, chama-lo o dono da vida ou controlador do dia, reflecte a dependência que os seres humanos têm em Olodumaré, e é o supremo sobre todas as coisas. Dos estudos realizados de todos estes nomes, chegamos a conclusão que “Olodumaré” foi concebido por os antigos como o criador dos Céus e da terra, aquele que têm eterna magistralidade, e goza de eterna grandeza. Ele que têm um tabernáculo nos céus com os homens. Ele é o senhor que determina o destino dos humanos, “Ele” não perde o contacto com nós os humanos porque nós somos fragmentos de Olodumaré cada um individualizados e que queremos chegar a uma verdadeira união, teremos que formar uma unidade.
“Ache Olorun tobi” (a obra de Deus é grande). Olodumare é único.
Em que se fundamenta a
sua crença religiosa?
Doutrina
africana animista pela sua crença que afirma que
todo
o
ser natural está vivificado por um espírito, e
é uma religião monoteísta que reconhece um só Deus
Criador de tudo o existente e que possuem práticas
politeístas.
A nossa crença baseia fundamentalmente na família e
a sua hierarquia agarrada as leis dos nossos
antepassados. Religião que nos aproxima tanto a vida
como a morte, e que nos leva a unir o mundo material
como o mundo espiritual. Definimos como uma cultura
aberta ao que de bom existe noutras religiões e
receptiva aos fundamentos e obrigações perante a
sociedade. Acreditamos em guias ou Orichas que
nos ajudam a libertar os nossos bloqueios, que surge
na nossa caminhada da vida. Obrigações e oferendas
fazem parte de uma necessidade evolutiva que nos
leva a ter mais perto o ashé (energia) da natureza
em que no seu equilíbrio levará o ser humano a ser
mais feliz e a ter a paz necessária consigo e os
outros.
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Faqs
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