Cartas do Tarot de Marselha (Marseille)
Apresentação

Marselha foi o maior centro de produção de Taro`s, na Europa, nos séculos
17 e 18 – e, por dominar o mercado, os seus baralhos fundaram um
“estilo” que acabou influenciando os demais fabricantes até em outros
países, que os copiavam. Como resultado, praticamente não existiram
criações ou variações regionais importante, sobre o Tarot, até o
aparecimento do baralho Rider-Waite em 1911. Existem hoje diversas
edições do “Tarot de Marselha”, que constituem reproduções ou
restaurações de baralhos das casas editoras tradicionais.
Tarot de Marselha da Editora GrimaudAssim Paul
Marteau apresenta a edição que preparou a partir de 1928: "Este Tarot é
o que foi editado em 1761 por Nicolas Conver, mestre fabricante de
baralhos em Marselha, que tinha conservado chapas de madeira e o
colorido dos seus predecessores remotos. É atualmente editado por B. P.
Grimaud, que recebeu a sucessão de Conver e pôde assim continuar a
impressão do Tarot tradicional sob sua forma original".
Esse desenho
é também o mais conhecido por nós que compramos baralhos produzidos em
Portugal. A editora Carta Mundi na Bélgica reproduziu de modo limpo e
fiel o gravado “Grimaud”, mantendo inclusive os descuidos de Paul
Marteau com relação às cores de importantes detalhes. As cores básicas
utilizadas nessa versão não são as mais antigas. Uma explicação para a
redução do colorido anterior às “chapadas” cores básicas azul, vermelho
e amarelo (que são as únicas nesse Tarot, além da “cor de carne” e
poucas aparições do verde-escuro) é que, em meados do século 19,
tornou-se possível imprimir em cores, o que, no caso do Tarot,
substituiria com vantagem a antiga técnica de imprimir o desenho e
colorir cada carta à mão; mas as máquinas da época só eram capazes de
imprimir quatro cores... Essa adaptação artificial de cores acabou por
se tornar padrão e criou muitos equívocos de interpretação.
É por
essas e outras razões que, nas últimas décadas, começaram a aparecer
outras restaurações com a finalidade de devolver mais cores às lâminas e
acentuar detalhes que foram negligenciados por Paul Marteau ao preparar
as referências para a Editora Grimaud.
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