Nossa Galeria de Fotos

As fotos sobre as oferendas, iniciações, rituais de limpeza, tudo sobre a Santeria.

A Nossa Localização

Saiba onde estamos localizados em Portugal, na cidade da Maia. Depois de visitar o nosso espaço web não se esqueça....

Textos de Santeria

Saiba mais sobre a nossa religião afro-cubana. Aqui pode ter acesso aos nossos mais recentes textos de Santeria.
 Música dos Orichas


Escrito por Okanbi / Omo Aggayú


Tambores são tão ancestrais quanto o próprio homem. Os primeiros foram criados e manuseados ainda na Pré – História, com o objectivo de saudar os Deuses e como forma de agradecer a comida conseguida por meio da caça aos animais.
Milénios se passaram e centenas de representações religiosas ou espirituais foram criadas de acordo com a cultura e a cosmo visão de cada povo, de cada etnia, principalmente de acordo com os padrões sócio – económicos de cada época. Imagens, cerimónias, mitologia, liturgias, símbolos, tambores, chocalhos e atabaques, são expressões da arte na religiosidade e na espiritualidade.

O homem pré – histórico acreditava que a pele da sua caça esticada em troncos de arvores reproduzia o choro do animal morto. Em sua fase mais primitiva, a manifestação religiosa do homem tinha como base principal o contacto com as divindades – o transe.
A musica e a dança sempre foram os principais geradores dessa comunicação com os Deuses. Alguns historiadores e antropólogos do século vinte destacaram a ideia de que a maneira utilizada para se chegar aos conhecimentos místicos em religiões primitivas, esteve sempre associada ao êxtase ( o transe ) provocado pelo toque do tambor. Esse instrumento seria então o responsável pela comunicação entre o homem e as divindades – seres responsáveis pelo comando da Natureza em nosso planeta. Mesmo nas religiões mais antigas, o toque dos tambores também foi utilizado não somente para o culto às divindades, mas também como forma de manter contacto com os espíritos dos mortos.
 

Os Tambores na África

Nas sociedades africanas, a tradição oral é o método pelo qual histórias e crenças religiosas são passadas de geração em geração, transmitindo elementos de uma cultura. Uma parte integrante da tradição oral africana é, sem duvida, a dança e o canto, e o mais importante instrumento musical africano é o tambor, em diferentes tamanhos e formas e para diferentes fins. O tambor é utilizado para enviar e receber mensagens espirituais, e é essencial na preservação da tradição oral. Na religião africana de culto aos Orichas e Ancestrais, é considerado sagrado, e seu tocador é classificado como um comunicador oral. Aquele que toca o tambor é um orador e um comunicador de mensagens sagradas.
No ritual religioso, os tambores são o inicio de tudo, sempre representaram papel muito importante na cultura africana. Existe um antigo provérbio que diz: ” Quando os tambores são tocados, eles não mentem “.
O "Djembe" é possivelmente o mais influente e a base de todos os outros tambores africanos, e remota há pelo menos 500 anos d.C. é um tambor sagrado utilizado em cerimónias de cura, rituais de passagem, culto aos ancestrais e ainda em danças e socialmente.

Os Tambores Batá

A origem dos tambores Bata remonta há mais de 500 anos, e sua história sobreviveu juntamente com o povo Yorubá, que chegou à América como escravo, mostrando a profundidade dessa religião e cultura, das quais é parte importante. O tambor Bata faz parte da prática religiosa chamada de “Santeria”, desenvolvida em Cuba e nos EUA, com influencia principal da religião tradicional Yorubá, mas também de outros grupos étnicos, como os de língua Bantu, da região do Congo. Os tambores Bata podem falar, e não no sentido metafórico, podem realmente ser usados para recitar preces religiosas, poesias, saudações e louvores. Em Cuba, são utilizados em todas as cerimónias relacionadas aos Orichas, e recebem o nome de ‘"Bata de Fundamento". A sua fabricação e consagração requerem toda uma força espiritual, que é inserida dentro de seu cilindro de madeira. Ao ser consagrado, recebe o nome de "Ayàn".
 
Textos retirados do site http://estudoreligioso.wordpress.com

Atenção:

Algumas músicas podem não funcionar no firefox

 

Música de Aggayu

Música de Yemanjá  

Música de Changó

Música de Ochosi

Música de Elleguá

Música de Ochún

Música de Obatalá

 

 

 

Últimos Textos