Coroa de Ochún
Yalorde é um dos tantos nomes porque se
conhece a Ochún. Este nome significa Rainha e a deusa do
mel e com esse mel pode retirar Oggún do monte. Todas as
demais santas o tentaram e não puderam, e quando ela
pediu permissão a Olofi para fazer, todas as santas
gozaram com ela.
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Taça de Yemanjá
Em África, o orixá que reina nos oceanos
é Olokun e, segundo consta, é o pai de Yemanjá. Ela, por
sua vez, fixou seu reinado nos lagos (de água doce e
salgada), enseadas, quebra-mares e na junção entre rios
e mares.
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Pote de ferro de Oggún
A missão deste santo é guerrear por
todos nós nesta religião e a vida, é que ele cometeu uma
falta muito grave ao abusar de sua mãe Yembó. Isto
causou que Obatalá tratou de maldizer, mas não deu
tempo, que Oggún maldizou-se a si mesmo.
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você está na Cidade da Maia (Porto). A data de hoje são
Asowuano
chamado pelos devotos na Santeria (mas
Omulú
nos cultos
afro-brasileiros)
é um oricha
africano
visto
como o Senhor da Morte, uma vez que é o
responsável pela passagem dos espíritos do plano
material para o espiritual. Muitas vezes
confundido com o Oricha
Obaluayê, tanto que,
muitas casas de santo adoram Obaluayê e
Asowuano
como um só orixá,
Asogwuano
é, no entanto, um oricha
que se aproxima de
Obaluayê, mas possui uma identidade própria.
Afinal, conta
uma lenda que Asowuano, muito doente, foi curado à
beira-mar pela água salina, tendo
yemanjá
o tomado como filho adoptivo. Por isso, também
são realizadas oferendas a
Asowuano (Omulu)
nas areias das praias do
litoral. Vestido com palha-da-costa e com contas
nas cores vermelha, preta e branca,
Asowuano dança
o opanijé, dança ritual marcada pelo ritmo lento
com pausas, enquanto segura em suas mãos o
xaxará, instrumento ritual também feito de
palha-da-costa e recoberto de búzios. Em alguns
momentos da dança, Asowuano espanta os eguns, os
espíritos dos mortos, com movimentos rituais.
Origem e
História
Asowuano é a
Terra! Essa afirmação resume perfeitamente o
perfil desse oricha, o mais temido entre todos os
deuses africanos, o mais terrível oricha da
varíola e de todas as doenças contagiosas, o
poderoso “Rei Dono da Terra”.
É preciso
esclarecer, no entanto, que Asowuano
está ligado ao
interior da terra (ninù ilé) e isso denota uma
íntima relação com o fogo, já que esse elemento,
como comprovam os vulcões em erupção, domina as
camadas mais profundas do planeta.
Fizeram
então oferendas de pipocas, que o acalmaram e o
contentaram. Asowuano construiu um palácio em
território Mahi, onde passou a residir e a
reinar como soberano, porém não deixou de ser
saudado como Rei de Nupê em pais Empê (Kábíyèsí
Olútápà Lempé).
Portanto Asowuano é, sim, o filho do senhor, mas do
senhor Obaluaiê. Trata-se de duas qualidades do
mesmo oricha, mas as pessoas costumam confundir
as coisas e dizer que Asowuano
é o pai e Obaluaiê o
filho, esse é um equívoco que se reproduziu ao
longo dos anos.
Na África
são muitos os nomes de Asowuano, que variam
conforme a região. Entre os tapas era conhecido
Xapanã (Sànpònná); entre os fon era chamado de
Sapata-Ainon,que significa ‘Dono da Terra’; já
os iorubás o chamam Obaluaiê e Asowuano.
Asowuano nasceu
com o corpo coberto de chagas e foi abandonado
por sua mãe, Nanã Buruku, na beira da praia.
Nesse contratempo, um caranguejo provocou graves
ferimentos em sua pele. Iemanjá encontrou aquela
criança e a criou com todo amor e carinho; com
folhas de bananeira curou
as
suas feridas e
o transformou em um grande guerreiro
e hábil caçador, que se cobria com
palha-da-costa (ikó) não porque escondia as
marcas de sua doença, como muitos pensam, mas
porque se tornou um ser de brilho tão intenso
quanto o próprio sol. Por essa passagem, o
caranguejo e a banana-prata tornaram-se os
maiores ewò de Obaluaiê.
O capuz de
palha-da-costa-azê (azé) cobre o rosto de
Obaluaiê para que os seres humanos não o olhem
de frente (já que olhar diretamente para o
próprio sol pode prejudicar a visão). A história
de Asowuano explica a origem dessa roupa enigmática,
que possui um significado profundo relacionado à
vida e à morte.
O azê guarda
mistérios terríveis para simples mortais, revela
a existência de algo que deve ficar em segredo,
revela a existência de interditos que inspiram
cuidado medo, algo que só o iniciados no
mistério podem saber. Desvendar o aze, a temível
máscara de Asowuano, seria o mesmo que desvendar os
mistérios da morte, pois Asowuano venceu a morte.
Embaixo da palha-da-costa, Obaluaiê guarda os
segredos da morte e do renascimento, que só
podem ser compartilhados entre o iniciados.
A relação de
Asowuano com a morte se dá pelo facto de ele ser a
terra, que proporciona os mecanismos
indispensáveis para a manutenção da vida. O
homem nasce, cresce, desenvolve-se, torna-se
forte diante do mundo, mas continua frágil
diante de Asowuano, que pode devorá-lo a qualquer
momento, pois Asowuano é a terra, que vai consumir
o corpo do homem por ocasião de sua morte. Por
isso é que se diz que Asowuano mata e come gente.
Essa é a
prova de que Obaluaiê andou por todos os cantos
da África, muito antes, inclusive, de surgirem
algumas civilizações. Do ponto de vista
histórico, Asowuano
é a idade anterior à Idade dos
Metais, peregrinou por todos os lugares do mundo,
conheceu todas as dores do mundo, superou todas.
Por isso Asowuano tornou-se médico, o médico dos
pobres, pois, muito antes da ciência, salvava a
vida dos desvalidos; durante a escravidão, só
não pôde superar a crueldade dos senhores, mas
de doenças livrou muitos negros e até hoje
muitos pobres só podem recorrer a Asowuano que
nunca lhes falta.
Notas
bibliográficas
Dia da semana…………….Segunda-feira
Pataki (1)
Pataki (2)
Pataki (3)
Pataki (4)
Asowuano - Omulu - Obaluaê - Babalú Ayé
Escrito por Okanbi / Omo AggayúUma vez Olusi (o Diabo) disse a Olofi que não terra não ficará um homem por tentar e que não tenha nenhum caído em tentação. Olofi disse que ainda restava um e que esse jamais cairia em tentação em renegar contra ele e que nunca faltaria ao respeito. Ele perguntou quem era esse homem e ele respondeu que se chamava Asowuano.
Então o Diabo lhe disse se ele estava seguro o iria tentar. Olofi apostou que não conseguiria. Olusi disse que iria provar que sim, e para tal efeito encheu de lepra o corpo de Asowuano. Quando este viu o seu corpo cheio de lepra, o Diabo apareceu e lhe disse que o conseguia curar, mas que ele devia renunciar a Olofi. Asowuano disse que não, e que preferia continuar doente, mas que nunca renunciava o seu Pai e o mandato deste. Olusi deu conta que não podia fazer nada, mas disse novamente a Olofi que consegui que ele caísse em tentação. Decidiu prová-lo mais uma vez e Olofi cheio de confiança lhe disse que estava bem, mas que esta seria a ultima oportunidade.
Nesta ocasião por onde desloca-se e passa-se Asowuano as pessoas sentiam nojo e fugiam dele, e atiravam cubos com água. Olusi voltou a aparecer e disse que o podia curar e voltar tudo como antes, se ele renuncia-se a Olofi. Em caso aceita-se daria-lhe um reino onde seria rei absoluto. Asowuano disse novamente que nunca renunciaria ao seu Pai e que sempre iria acatar os seus mandatos de este.
Olusi queria tentar de novo a conquista da alma de Asowuano, e esta valia por 100, mas Olofi disse que havia tido a sua oportunidade e que havia falhado. Como Asowuano provou ser uma boa pessoa na lei de Olofi este devolveu a saúde e um reino onde é senhor e dono. Também é o Deus da doença e do sangue, é este o motivo que Asowuano nos livra das doenças de sangue e outras.
Quem é Asowuano
Asowuano
chamado pelos devotos na Santeria (mas
Omulú
nos cultos
afro-brasileiros)
é um oricha
africano
visto
como o Senhor da Morte, uma vez que é o
responsável pela passagem dos espíritos do plano
material para o espiritual. Muitas vezes
confundido com o Oricha
Obaluayê, tanto que,
muitas casas de santo adoram Obaluayê e
Asowuano
como um só orixá,
Asogwuano
é, no entanto, um oricha
que se aproxima de
Obaluayê, mas possui uma identidade própria.
Mas assim como
Asowuano (Omulú)
pode trazer a doença, ele
também a leva. Os devotos lhe atribuem curas
milagrosas, realizando oferendas de pipocas, em
sua homenagem ou jogando-as sobre o doente como
descarrego.
Em algumas casas de
santo, as pipocas são estouradas em panelas com
areia da praia aquecida, lembrando a relação
desse oricha, chamado respeitosamente de
Baba ou
Tatá
Asowuano.
Afinal, conta
uma lenda que Asowuano, muito doente, foi curado à
beira-mar pela água salina, tendo
yemanjá
o tomado como filho adoptivo. Por isso, também
são realizadas oferendas a
Asowuano (Omulu)
nas areias das praias do
litoral. Vestido com palha-da-costa e com contas
nas cores vermelha, preta e branca,
Asowuano dança
o opanijé, dança ritual marcada pelo ritmo lento
com pausas, enquanto segura em suas mãos o
xaxará, instrumento ritual também feito de
palha-da-costa e recoberto de búzios. Em alguns
momentos da dança, Asowuano espanta os eguns, os
espíritos dos mortos, com movimentos rituais.
Asowuano
também possui rela��ão com
Iansã, em especial Oiá Igbalé, qualidade de
Iansã que costuma dançar na ponta dos pés e
direciona os eguns para o reino de Omulú.
Junto a Nanã Buruquê e Oxumaré, forma a família
de orixás, costuma ser reverenciado às
segundas-feiras e sincretizado com os santos
católicos São Lázaro e São Bento de Núrsia,
patrono da boa morte.
Origem e
História
Asowuano é a
Terra! Essa afirmação resume perfeitamente o
perfil desse oricha, o mais temido entre todos os
deuses africanos, o mais terrível oricha da
varíola e de todas as doenças contagiosas, o
poderoso “Rei Dono da Terra”.
É preciso
esclarecer, no entanto, que Asowuano
está ligado ao
interior da terra (ninù ilé) e isso denota uma
íntima relação com o fogo, já que esse elemento,
como comprovam os vulcões em erupção, domina as
camadas mais profundas do planeta.
Toda a
reflexão em torno de Asowuano ocorreu colocando-o
como um orixá ligado a terra, o que é
correctíssimo, mas não deixa de ser um erro
desconsiderar a sua relação com o fogo do
interior da terra, com as lavas vulcânicas, como
os gases etc. o que pode ser mais devastador que
o fogo? Só as epidemias, as febres, as
convulsões lançadas por Asowuano!
Asowuano é o fogo que varre, que arrasta para a morte - como as lavas de um vulcão. Orixá cercado de mistérios, Asowuano (Omolu) é um deus de origem incerta, pois em muitas regiões da África eram adorados deuses com características e domínios muito próximos aos seus. Asowuano seria rei dos tapas, originário da região de Empé. A esse respeito, a história revela que Obaluaiê, acompanhado de seus guerreiros, teria se aventurado pelos quatro cantos da Terra. O poderoso oricha massacrou todos os seu inimigos, um ferimento feito por sua flecha tornava as pessoas cegas, surdas ou mancas. Em território Mahi, no antigo Daomé, chegou aterrorizando, mas o povo do local consultou um babalaô que lhes ensinou como acalmar o terrível orixá.
Fizeram
então oferendas de pipocas, que o acalmaram e o
contentaram. Asowuano construiu um palácio em
território Mahi, onde passou a residir e a
reinar como soberano, porém não deixou de ser
saudado como Rei de Nupê em pais Empê (Kábíyèsí
Olútápà Lempé).
As pipocas,
ou melhor, deburu, são as oferendas prediletas
do oricha Asowuano; um deus poderoso, guerreiro,
caçador, destruidor e implacável, mas que se
torna tranqüilo quando recebe sua oferenda
preferida.
Como se pôde
observar, até aqui temos utilizando os nomes Asowuano
(Omolu e Obaluaiê) indistintamente para designar o
grande orixá das doenças epidêmicas, e não há
nada de errado nisso.
Obaluaiê significa "Rei dono da Terra" e Asowuano,"Filho do senhor", resta saber que "Senhor" é o pai de Asowuano.
Portanto Asowuano é, sim, o filho do senhor, mas do
senhor Obaluaiê. Trata-se de duas qualidades do
mesmo oricha, mas as pessoas costumam confundir
as coisas e dizer que Asowuano
é o pai e Obaluaiê o
filho, esse é um equívoco que se reproduziu ao
longo dos anos.
Na África
são muitos os nomes de Asowuano, que variam
conforme a região. Entre os tapas era conhecido
Xapanã (Sànpònná); entre os fon era chamado de
Sapata-Ainon,que significa ‘Dono da Terra’; já
os iorubás o chamam Obaluaiê e Asowuano.
Asowuano nasceu
com o corpo coberto de chagas e foi abandonado
por sua mãe, Nanã Buruku, na beira da praia.
Nesse contratempo, um caranguejo provocou graves
ferimentos em sua pele. Iemanjá encontrou aquela
criança e a criou com todo amor e carinho; com
folhas de bananeira curou
as
suas feridas e
o transformou em um grande guerreiro
e hábil caçador, que se cobria com
palha-da-costa (ikó) não porque escondia as
marcas de sua doença, como muitos pensam, mas
porque se tornou um ser de brilho tão intenso
quanto o próprio sol. Por essa passagem, o
caranguejo e a banana-prata tornaram-se os
maiores ewò de Obaluaiê.
O capuz de
palha-da-costa-azê (azé) cobre o rosto de
Obaluaiê para que os seres humanos não o olhem
de frente (já que olhar diretamente para o
próprio sol pode prejudicar a visão). A história
de Asowuano explica a origem dessa roupa enigmática,
que possui um significado profundo relacionado à
vida e à morte.
O azê guarda
mistérios terríveis para simples mortais, revela
a existência de algo que deve ficar em segredo,
revela a existência de interditos que inspiram
cuidado medo, algo que só o iniciados no
mistério podem saber. Desvendar o aze, a temível
máscara de Asowuano, seria o mesmo que desvendar os
mistérios da morte, pois Asowuano venceu a morte.
Embaixo da palha-da-costa, Obaluaiê guarda os
segredos da morte e do renascimento, que só
podem ser compartilhados entre o iniciados.
A relação de
Asowuano com a morte se dá pelo facto de ele ser a
terra, que proporciona os mecanismos
indispensáveis para a manutenção da vida. O
homem nasce, cresce, desenvolve-se, torna-se
forte diante do mundo, mas continua frágil
diante de Asowuano, que pode devorá-lo a qualquer
momento, pois Asowuano é a terra, que vai consumir
o corpo do homem por ocasião de sua morte. Por
isso é que se diz que Asowuano mata e come gente.
Essa é a
prova de que Obaluaiê andou por todos os cantos
da África, muito antes, inclusive, de surgirem
algumas civilizações. Do ponto de vista
histórico, Asowuano
é a idade anterior à Idade dos
Metais, peregrinou por todos os lugares do mundo,
conheceu todas as dores do mundo, superou todas.
Por isso Asowuano tornou-se médico, o médico dos
pobres, pois, muito antes da ciência, salvava a
vida dos desvalidos; durante a escravidão, só
não pôde superar a crueldade dos senhores, mas
de doenças livrou muitos negros e até hoje
muitos pobres só podem recorrer a Asowuano que
nunca lhes falta.
Notas
bibliográficas
Candomblé. A panela do segredo - Pai Cido de
Osun Eyin - 200
Lendas e caracteristicas
Dia da semana…………….Segunda-feira
Cores…………………….Preto,
branco, vermelho
Bebida……………………Água,
vinho tinto
Sincretismo……………….São
Lázaro (17.12) e São Roque (16.8).
O que faz…….Castiga
com doenças, mas também cura os males.
Saudação………………….Atotô!
Presentes
predilectos………..Velas,
charutos, suas comidas e bebidas preferidas.
Pataki (1)
Por causa do feitiço usado por Nanã para
engravidar, Asowuano nasceu todo deformado.
Desgostosa com o aspecto do filho, Nanã
abandonou-o na beira da praia, para que o mar o
levasse. Um grande caranguejo encontrou o bebé e
atacou-o com as pinças, tirando pedaços da sua
carne. Quando Asowuano estava todo ferido e
quase morrendo, Yemanjá saiu do mar e o
encontrou. Penalizada, acomodou-o numa gruta e
passou a cuidar dele, fazendo curativos com
folhas de bananeira e alimentando-o com pipoca
sem sal nem gordura até que o bebé se recuperou.
Então Yemanjá criou-o como se fosse seu filho.
Pataki (2)
Quando Asowuano ficou rapaz, resolveu correr
mundo para ganhar a vida. Partiu vestido com
simplicidade e começou a procurar trabalho, mas
nada conseguiu. Logo começou a passar fome, mas
nem uma esmola lhe deram. Saindo da cidade,
embrenhou-se na mata, onde se alimentava de
ervas e caça, tendo por companhia um cão e as
serpentes da terra. Ficou muito doente. Por fim,
quando achava que ia morrer, Olorun curou as
feridas que cobriam seu corpo. Agradecido, ele
se dedicou à tarefa de viajar pelas aldeias para
curar os enfermos e vencer as epidemias que
castigaram todos que lhe negaram auxílio e
abrigo.
Pataki (3)
Asowuano tinha o rosto muito deformado e a pele
cheia de cicatrizes. Por isso, vivia sempre
isolado, se escondendo de todos. Certo dia,
houve uma festa de que todos os Orixás
participavam, mas Ogun percebeu que o irmão não
tinha vindo dançar. Quando lhe disseram que ele
tinha vergonha de seu aspecto, Ogun foi ao mato,
colheu palha e fez uma capa com que Asowuano se
cobriu da cabeça aos pés, tendo então coragem de
se aproximar dos outros. Mas ainda não dançava,
pois todos tinham nojo de tocá-lo. Apenas Iansã
teve coragem; quando dançaram, a ventania
levantou a palha e todos viram um rapaz bonito e
sadio; e Oxum ficou morrendo de inveja da irmã.
Pataki (4)
Quando Asowuano se transformou em um guerreiro
terrível que, seguido de suas tropas, percorria
o céu e os quatro cantos do mundo. Ele
massacrava sem piedade aqueles que se opunham à
sua passagem. Seus inimigos saiam dos combates
mutilados ou morriam de peste. Assim ele chegou
em território Mahí, no Daomé. Quando souberam da
chegada iminente de Asowuano, os habitantes
desta região consultaram, apavorados, o oráculo
e ele assim falou:





