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Imposição dos Colares
Escrito por Omo Okanbi   



 

 

Depois de haver cumprido com o morto, a pessoa que procura participar de esta religião, necessita saber qual é o Santo ou Oricha que vai proteger quando chegar o momento de receber o Santo. Significa o passo mais importante da religião e é o que marca o Santeiro. Este passo não é parte da iniciação mas que pode praticar a religião sem que o Oricha peça este passo. Este conceito é importante porque é errado pensar que qualquer um faz Santo quando quiser e porque qualquer razão. Nesta religião, o Santo fala a traves de oráculos interpretados pelos Santeiros capacitados com este poder.

 

Também em ocasiões bastantes raras, falam directamente utilizando um Santeiro com a capacidade de transe. O Oricha em alguma ocasião especial, pede ao seu filho a cerimonia de receber Santo. Então, ate que chegue o momento de fazer Santo, o único que corresponde o Santo é os colares. Os colares são de varias cores correspondente ao que simboliza cada Oricha. É obvio que os colares são resguardados e que vitalizam-se depois de haver passado pela cerimonia de receber os colares, que é o segundo passo do Santeiro.

 

A imposição dos colares é tão complicada que quase nunca se prepara com o só propósito de receber colares. Esta cerimonia se prepara quando coincide com uma cerimonia de Santo. O Padrinho coordena a cerimonia dos colares com a cerimonia de alguém que esta preparando para receber o Santo. Desta forma, as elaboradas preparações se aproveitam para as cerimonias. Esta cerimonia começa depois que o Padrinho a traves dos búzios, que servem de oráculos a esta religião, determina qual o Oricha é o protector do iniciado. (Este Oricha em terminologia corresponde o Anjo da Guarda de cada um, sendo o Oricha do qual é o filho).

 

A cerimonia se desenrola num quarto fechado onde se encontram vários Santeiros e específicos atributos da cerimonia. Cada passo é premeditado e cada artigo do quarto tem a sua razão de ser. Até o vestuário de cada pessoa é cuidado de acordo com as muitas regras desta religião. Na cerimonia, alem de preparar os colares, se escolhem as ervas e sacrifícios de animais e também se despoja do iniciado de todas as más influencias. Este despojo se caracteriza com o acto de cortar a roupa que tem posta pois ao receber os colares e banhando com as aguas preparadas com vários ingredientes que se ocultam zelosamente pelos Santeiros.  

 

Uma vez que esta parte da cerimonia está terminada, o iniciado veste-se com roupa branca e, descansando sobre a esteira, pede aos Orichas. Mais tarde entram o Padrinho com os colares, que depois de uma curta petição a cada Santo, se coloca no iniciado. Os colares compõem-se de missangas de cristal com varias cores, segundo o Santo.

 

Passo a passo

A Madrinha roga a cabeça do iniciado, pedindo a Obatalá pela sua saúde de esta cabeça que recebe os colares.

Os Santeiros preparam Ozaín que é o fluido sagrado que, aparte de ser consumido pelo iniciado, se usa para banha-lo antes de receber os colares.

Depois da rogação da cabeça e o banho de Ozaín, o iniciado descansa sobre a esteira.

 

Apresentação dos colares.

A Madrinha ou Iyalocha apresenta os colares ao iniciado, que os recolhe da esteira onde está de joelhos. Uma vez imposta os colares, a Madrinha felicita e aconselha o iniciado. Quando o iniciado termina a cerimonia de receber os colares, usa a saudação do Santeiro pela primeira vez.

Os colares de Santo não são uma simples entrega de protecções como muitos consideram. são mais do que isso. são considerados como o Meio assentamento de Santo, ou seja, é como uma iniciação para quem os queira.

 

Estes recebem-se para saúde e estabilidade. Também se entregam para "aguentar" um pouco a letra de coroar santo. Esta cerimonia leva um procedimento cuidado que apesar de simples não deve ser descuidado. Os colares de Santo devem ser lavados e alimentados com animais de penas. Alguns Santeiros entregam colares unicamente lavando-os em humiero (ervas) e não os reforçam com o sacrifício. No momento do sacrifício, o sangue fortifica a acção de baptizar os Ellekes através das águas sagradas das ervas rezadas.

 

Okanbi

Com a bênção de Meu Pai Aggayú e Yemanjá

 

 

Para qualquer outra questão sobre este texto, pode-nos escrever para o e-mail e darei mais explicações ou retirarei duvidas.

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