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As
comidas de
Eleggwá, Oggún, Oshosi, e
Orishaoko
se devem assar, e não
guisar.
A
maioria dos Orishas, não têm preferências
específicas referentes as panelas e utensílios que
se usam para preparar os seus alimentos. As
colheres de madeira são preferidos aos de metal ou
plástico, e as panelas e frigideiras de alumínio
pesado ou ferro inoxidável são preferíveis as
outras. No obstante, há algumas excepções.
Como o
metal é ewó para Naná devido a sua zanga com Ogún,
os seus alimentos se devem cozinhar em taças de
barro e revolver com colheres de madeira. Ela deve
ter as suas próprias chávenas, pratos, e taças,
separados dos demais artigos de cozinha da Ilé.
Nanú também tem brigas com Oggún. Ela também proíbe
o metal, pelo qual se deve usar taças de barro e
colheres de madeira para preparar a suas comidas.
Os sacrifícios para estas duas Orishas se devem
realizar com uma faca de cana brava. Apesar da
proibição do metal, é difícil cortar as carnes para
os iñalés de Naná e de Nanu sem usar um faca de
metal. Em relação a este respeito, os Alashés não
têm outro remédio que passar por cima desta
proibição pois não há melhores opções.
Shangó
Oba
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Cozinhar para os Orishas Escrito por Omo Okanbi |
Cozinhar para os Orishas não é uma tarefa simples, e no entanto muita gente sabe cozinhar, mas nem todo o mundo sabe faze-lo para as funções religiosas. O Alashé é a pessoa - usualmente uma mulher - que cozinha nas actividades religiosas Lukumí. Este título quase desapareceu, substituído pela palavra Cozinheira em português.
O Alashé é provavelmente uma das pessoas mais importantes num evento religioso Lukumí, já que ela está com o cargo de preparar os alimentos dos Orishas e dos seus representantes e devotos. O Alashé cozinha para todo o mundo do divino e também para o profano, ambos igualmente exigentes e que deve realizar-se com todo o rigor, referente aos seus gostos e aversões.
No passado, durante uma ordenação, a Ojugbona realizava muitas das funções da Alashé. Inclusive, a Iyá ou o Babalorisha contratariam uma Alashé para cozinhar para a cerimonia, a Oyugbona estava obrigada a cozinhar diariamente ao Iyawó. A Ojugbona era totalmente responsável de qualquer coisa relacionada com o Iyawó.
Se algo afecta o Iyawó durante o período de reconhecimento, a Ojugbona teria que prestar contas. Também a Ojugbona estava obrigada a cozinhar os iñales para os Orishas do Iyawó.
Na manha do segundo dia – o dia do meio - a Ojugbona teria que, primeiro lavar os Orishas do Iyawó, logo cozinhar os iñales e os seus acompanhamentos - ekó, ekurú, olelé, akará, ñame, milho, e demais - e ter postos encima dos Orishas do Iyawó antes das doze do dia.
Cozinhar para as Divindades é uma tarefa de muita responsabilidade, mas muito enriquecedora, pois cada Orisha têm preferências específicas referentes aos alimentos que aceita e a sua preparação. O Alashé deve ser bem versado nestas preferências Divinas para não cometer nenhuma infracção das proibições.
As
comidas de
Eleggwá, Oggún, Oshosi, e
Orishaoko
se devem assar, e não
guisar.
As comidas de
Obbatalá se preparam
com manteiga de cacau, nozes, sem sal, pimenta, nem
vinho seco. Tampouco se pode empregar óleo de palma
para cozinhar para Obatalá. Sem problemas, as
comidas de
Oduduwá
podem levar
óleo de palma e sal.
O carneiro é a maior proibição de
Oyá,
e não se deve cozinhar a comida de ela numa taça na
qual se cozinhou antes carneiro. As comidas de
Shangó e de
Agayyú são pimentosas
e picantes.
Babaluayé
também gosta da
pimenta, o picante, e gengibre, mas não agrada
muito o sal.
Yemajá, Erinle e
Oshún
gostam das
comidas doces, quase caramelizadas. As comidas de
Oba
e Yewá
as deve cozinhar uma mulher.
Há muitas observações nas quais a Alashé deve seguir com exactidão e rigor, se ela vai exercer a sua função correcta e respeitosamente. Ademais do conhecimento e da precaução, a Alashé deve também praticar uma higiene impecável. A limpeza é imprescindível numa cozinha Lukumí. Ela deve banhar-se logo quando se levante da cama, antes de entrar na cozinha. Deve ter o seu cabelo apanhado e preso com um lenço branco e conservar as suas mãos e unhas especialmente limpas.
A cozinha Lukumí deve ser imaculada. Quando a Alashé chega ao Ilé (casa), deve verificar com cuidado a cozinha para assegurar que têm tudo o que necessita, inclusivamente os artigos de limpeza como detergentes, panos de cozinha, papel toalha e outros artículos mais. Deve lavar pessoalmente todos os utensílios e as panelas, mesmo que pareçam estar limpas.
Muito importante em cada vez que ela usa um utensílio ou uma panela, deve assegurasse de que esta limpo, e como mínimo, enxaguar com agua quente antes de usa-la. Ela deve assegurar que cada comida tenha a sua própria colher. É incorrecto e perigoso usar a colher usada para revolver um alimento e utilizar para revolver outro, pois os Orishas e os Olorishas têm os seus ewós – tabus ou proibições - específicos e a Alashé deve ter extremo cuidado de não misturar os alimentos o as colheres de modo que ela não viole um ewó.
A área da cozinha deve estar livre de estorvos, incluindo as pessoas que estão na actividade. A única pessoa que pode estar na área da cozinha, durante a preparação dos alimentos religiosos, é Alashé e algum ajudante. Destapar uma panela sem o consentimento da Alashé é um acto que a maioria dos Alashés consideram altamente irrespeitoso. Nada, nem se quer o dono da Ilé, têm o direito de imiscuir dos assuntos da cozinha quando há uma Alashé responsável a cargo de ela.
As condições ideais na cozinha Lukumí deve ter utensílios para cozinhar e servir para cada Orisha. Cada Orisha deve ter as suas próprias panelas, pratos, taças, colheres, terrinas, chavetas, facas e demais utensílios de cozinha. Obbatalá deve ter uma taça na qual se pode cozinhar as suas comidas, livre de sal, pimenta, e óleo de palma, de modo que não seja contaminada com as comidas e sabores dos outros Orishas.
Oyá deve ter panelas para seu uso exclusivo nas quais não se cozinha carneiro ou os iñalés de Shangó, Yemajá, e outros Orishas que comam carneiro. Lamentavelmente, devido a numerosas razões, isto nem sempre é possível. As casas modernas carecem do espaço necessário para poder ter uma cozinha que seja adaptada com as necessidades dos Orishas.
As cozinhas contemporâneas são pequenas, apertadas, e carecem de suficientes espaços para armazenar todos os produtos necessários. Inclusive as Ilés equipadas especialmente para as ordenações e os rituais Lukumís não têm todos os recursos e o espaço necessários para instalar uma cozinha com as condições apropriados. As vezes, a Alashé têm que trazer os seus próprias panelas e utensílios porque os que estão disponíveis na Ilé não são os adequados.
Aparte do necessário para as Divindades, cada Ilé deve também ter copos e pratos dedicados exclusivamente para o uso dos Olorishas e os visitantes que ajudam nas funções religiosas da Ilé. A maioria dos Oloshas entendem que os pratos em plásticos são mais higiénicos e menos trabalhosos do que os de loiça. No entanto, para as mesas formais que se montam para as ordenações de Osha ou Ifá, e para os Pinaldos, Honras, e outras cerimonias importantes, os de loiça, ou de cristal, são obrigatórios.
A
maioria dos Orishas, não têm preferências
específicas referentes as panelas e utensílios que
se usam para preparar os seus alimentos. As
colheres de madeira são preferidos aos de metal ou
plástico, e as panelas e frigideiras de alumínio
pesado ou ferro inoxidável são preferíveis as
outras. No obstante, há algumas excepções.
Naná Burukú
e Nanú.
Como o
metal é ewó para Naná devido a sua zanga com Ogún,
os seus alimentos se devem cozinhar em taças de
barro e revolver com colheres de madeira. Ela deve
ter as suas próprias chávenas, pratos, e taças,
separados dos demais artigos de cozinha da Ilé.
Nanú também tem brigas com Oggún. Ela também proíbe
o metal, pelo qual se deve usar taças de barro e
colheres de madeira para preparar a suas comidas.
Os sacrifícios para estas duas Orishas se devem
realizar com uma faca de cana brava. Apesar da
proibição do metal, é difícil cortar as carnes para
os iñalés de Naná e de Nanu sem usar um faca de
metal. Em relação a este respeito, os Alashés não
têm outro remédio que passar por cima desta
proibição pois não há melhores opções.
Yewá
e Oduduwá
Estes dois Orishas são muito meticulosos. Cada um deve ter panelas individuais, colheres, pratos, taças, chávenas e demais artigos para seu uso exclusivo. Estes devem ser claramente identificados para que não se utilizem para nenhum outro Orisha. Se ocorrer uma mistura, o utensílio se considera contaminado e não deve ser utilizar mais para Yewá ou Oduduwá. Ademais, nem todo o Alashé pode cozinhar para Yewá. A pessoa ideal para cozinhar para Yewá é uma jovem ou uma mulher maior que tenha atravessado a menopausa. Preferivelmente uma oló de Oshún ou uma oni Yemajá. Os homens nunca devem cozinhar a Yewá.
Shangó
Ainda que a maioria das
Alashés sejam mulheres, alguns homens também
cozinham. No entanto é aceitável que um homem
cozinhe os iñalés e outros adimús, os homens não
podem cozinhar nem amalá ilá - farinha e kiabo –
nem kalalú a Shangó. Estes devem ser cozinhados por
uma mulher.
Oyá
Nunca se deve
cozinhar carneiro numa taça de barro na qual se
cozinha os alimentos de Oyá. Tampouco se devem
contaminar com a carne de carneiro as colheres
usados para revolver as suas comidas, nem as
chávenas, os pratos ou as fontes usados para servir.
Oyá também têm aversão a carne de tartaruga, no
entanto este ewó não é bem conhecido nem é tão
rigoroso como o de carneiro.
Oba
Alguns Oloshas afirmam que há um pouco de fricção
entre Oba e Oyá. Como tal, fazem um esforço de
mantê-las separadas. Esta separação também se pode
estender a cozinha.
Okanbi
Com a bênção de Meu Pai Aggayú e Yemanjá
Para qualquer outra questão sobre este texto, pode-nos escrever para o e-mail e darei mais explicações ou retirarei duvidas.
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O que é a Santeria
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A
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Oráculo de Ocha ou pelo Jogo de Ifa. Olodumarê, o
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manifestada no mundo, o Diloggún.
A Comunicação com os Orixás pode ser feita pelo Oráculo de Ocha ou pelo Jogo de Ifa. Olodumarê, o Deus Criador, deu para Orunla enquanto divindade manifestada no mundo, o Diloggún.
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