Coroa de Ochún
Yalorde é um dos tantos nomes porque se
conhece a Ochún. Este nome significa Rainha e a deusa do
mel e com esse mel pode retirar Oggún do monte. Todas as
demais santas o tentaram e não puderam, e quando ela
pediu permissão a Olofi para fazer, todas as santas
gozaram com ela.
Leia Mais
Taça de Yemanjá
Em África, o orixá que reina nos oceanos
é Olokun e, segundo consta, é o pai de Yemanjá. Ela, por
sua vez, fixou seu reinado nos lagos (de água doce e
salgada), enseadas, quebra-mares e na junção entre rios
e mares.
Leia Mais
Pote de ferro de Oggún
A missão deste santo é guerrear por
todos nós nesta religião e a vida, é que ele cometeu uma
falta muito grave ao abusar de sua mãe Yembó. Isto
causou que Obatalá tratou de maldizer, mas não deu
tempo, que Oggún maldizou-se a si mesmo.
Leia Mais
Publicidade
você está na Cidade da Maia (Porto). A data de hoje são
Oyá Iansa - Oia Iansá
Escrito por Okanbi / Omo Aggayú
Oyá Iansa é o nosso credo, é um
dos cinco elementos mais importantes nesta vida. Ela
é a secretária de Olofi porque é a primeira que sabe
todo nesta vida pois é o ar. Imaginem o que seria de
este mundo em que vivemos sem o ar que respiramos, o
que seria das plantas e todo o que necessita de ar
para viver.
Oyá Iansa é doce e pura, amável
e bondosa e quando há doentes é a ela que se roga e
pede pela saúde dessa pessoa. No entanto, quando
está brava tem os atributos de Oggún e Changó, é tão
falsa e má como um furacão e um tornado. Esta é Oyá.
Seu marido é Oggún o qual
abandonou por amor a Changó, que é o homem da sua
vida e quem ensinou a arte de guerrear a Oyá. Ela é
a Oricha do campo (Ilé Ocu – casa dos mortos). A
cauda com que ela limpa todo o mundo da morte se
chama Afiza. Oyá é Allaba (rainha) e a cauda se faz
com a cauda de um cavalo e se põe uma pega forrada
com nove cores.
Dia
da semana…………………Quarta-feira
Domínio……………….Ventania
e temporal
Quem
é……………..A
mais impulsiva das companheiras de Xangô, Orixá das
paixões e aventuras.
Características………………Passional,
audaciosa, alegre, agitada, líder, vaidosa,
intrigante, vingativa e irritável.
Saudação…………….Epa
Hei!
Onde recebe oferendas………………Nos
cemitérios
EPAREI OYÁ
Oyá Iansã vai à frente de todas
as entidades femininas, quando elas são convocadas.
Também é conhecida como OYÁ. A lenda conta que ela
viveu por volta de 1.400 a.C., na Nigéria, e
pertenceu a uma família real. Filha de Yemanjá e
Obatalá é a mulher de Changó. No Brasil, corresponde
a Santa Bárbara, já que regente dos ventos e
tempestades. Com grande força e determinação, jamais
as perguntas feitas a ela ficam sem respostas. Os
filhos de Oyá Iansã são muito temperamentais. Com
grande espírito aventureiro. Com grande espírito
aventureiro, falam o que pensam e são atrevidos.
Amam e odeiam com a mesma facilidade.
CONHECENDO MAIS SOBRE YANSA
Oyá, mais conhecida na Venezuela
sob o nome de Yansã ou Iansã, é a divindade dos
ventos, das tempestades e do rio Niger que, em
Yorubá, chama-se Odô Oyá, o Rio Oyá. Foi a primeira
mulher de Changó e tinha um temperamento ardente e
impetuoso. Conta uma lenda que Changó enviou-a em
missão ao país dos Baribas, a fim de trazer-lhe um
preparado que, uma vez ingerido, lhe permitiria
lançar fogo e chamas pela boca e pelo nariz. Oyá,
desobedecendo as instruções do esposo, experimentou
esse preparo no caminho de volta a Oyó, tornando-se
também capaz de cuspir fogo, o que provocou grande
desgosto em Changó que desejava guardar, só para si,
esta terrível faculdade.
Oyá foi, no entanto, a única das
mulheres de Changó que, ao final de seu reinado,
seguiu-o na sua fuga ao país de Tapa. E quando Xangô
recolheu-se para debaixo da terra, em Kosô, ela
repetiu o feito em Irá. Antes de se tornar mulher de
Xangô, Oyá tinha vivido com Oggún. Vimos, em
capítulos precedentes, como a aparência do deus do
ferro e dos ferreiros e causou-lhe menos efeito que
a elegância, o garbo e o filho do deus do trovão.
Ela fugiu com Changó e Oggún, enfurecido, resolveu
enfrentar o seu rival; mas este foi à procura de
Olodumaré, o deus supremo, para confessar-lhe que
havia ofendido Ogun. Olodumaré interveio junto ao
amante traído recomendou-lhe que perdoasse a afronta.
E explicou-lhe: "Você, Oggún, é
mais velho do que Xangô!" (seu avô, se acreditarmos
nas lendas referidas mais acima, onde Oggún é pai de
Oranmiyan e este, pai de Changó).
"Se, como mais velho, deseja
preservar sua dignidade aos olhos de Xangô, e aos
dos outros Orixás, você não deve se aborrecer, não
deve brigar, deve renunciar a Oyá sem recriminações".
Mas Oggún não foi sensível a
este apelo, dirigido aos seus sentimentos de
indulgência. Não se resignou tão calmamente assim,
lançou-se à perseguição dos fugitivos e, como vimos
anteriormente, trocou golpes de varas mágicas com a
mulher infiel que foi, então, dividida em nove
partes.
Este número nove, ligado a Oyá,
está na origem de seu nome Yansã e encontramos esta
referência no ex-Daomé, onde o culto de Oyá é feito
em Porto Novo sob o nome de Avessân, no bairro
Akron, Lokorô dos Yorubás, e sob o Abessân, mais ao
norte, em Baningbé. Estes nomes teriam por origem a
expressão Aborimesan, "com-nove-cabeças", alusão, ao
que parece, aos nove braços do delta do Niger.
Uma outra indicação sobre este
nome nos é dada pela lenda da criação da roupa de
Egungun por Oyá. Roupas sob as quais, em certa
circunstância, os mortos de uma família voltam à
terra a fim se saudar seus descendentes. Oyá é o
único Orixá capaz de enfrentar e de dominar os
Egunguns:
"Oyá se lamentava por não ter
filhos. Esta triste situação era consequência da
ignorância das suas proibições alimentares.
Embora a carne de cabra lhe
fosse recomendada, ela comia carne de carneiro. Oyá
resolveu consultar um Babalawo, que lhe resolveu o
seu erro, aconselhando-a a fazer oferendas, entre as
quais deveriam figurar tecido vermelho que, mais
tarde, haveria de servir para confeccionar as
vestimentas dos Egunsguns. Tendo cumprido esta
obrigação, Oyá tornou-se mãe de nove crianças, que
se exprime em Yorubá pela frase: Iya omo mesan,
origem de seu nome Yansã.
Assim que a roupa de Egungun,
foi criada, formou-se, em torno dessa "novidade",
uma sociedade composta exclusivamente de mulheres,
com o objectivo de enfrentar a prepotência dos
homens. Mas elas exageraram e se aproveitam da
confusão provocada pela aparição desses seres
estranhos, os Egunsguns, para enganar impunemente os
seus maridos. Estes exasperados, conseguiram
descobrir seu segredos, apoderaram-se da Sociedade e
reservaram-na aos homens dela excluindo as mulheres
para sempre"
Existe uma lenda, conhecida na
África e na Venezuela, que explica de que maneira os
chifres de búfalo vieram a ser utilizados no ritual
do culto de Oyá-Yansã:
"Um caçador foi em expedição à
floresta. Colocando-se à espreita, percebeu um
búfalo que vinha em sua direcção. Preparava para
matá-lo quando o animal, parando subitamente,
retirou a sua pele. Uma linda mulher apareceu. Era
Oyá-Yansã. Ela escondeu a pele num cupinzeiro e
dirigiu-se ao mercado da cidade vizinha. O caçador
apossou-se do despojo, escondendo-o no fundo de um
depósito de milho, ao lado de sua casa, indo, em
seguida, ao mercado a fim de fazer a corte à mulher
búfalo.
Ele chegou a pedi-la em
casamento, mas Oyá recusou inicialmente, aceitou
entretanto, quando, de volta à floresta, não mais
achou a sua pele. Oyá recomendou ao caçador que não
contasse a ninguém que, na realidade, ela era um
animal. Viveram bem durante alguns anos. Ela pôs
nove crianças ao mundo, o que provocou o ciúme das
outras esposas do caçador. Estas, porém, conseguiram
descobrir o segredo da origem da nova mulher.
Logo que o marido se ausentou
elas começaram a cantar:
“Máa jé, máa mu, awó re nbe ninu
aká, o que significa: "Você pode beber e comer (e
pode exibir a sua beleza) mas a sua pele está no
depósito (você não é senão um animal)".
Oyá-Yansã compreendeu a alusão,
achou a sua pele, revestiu-a e, tendo retomado a
forma de búfalo, matou as mulheres ciumentas. Os
seus chifres ela os deixou, em seguida, com os
filhos, dizendo-lhes: "Em caso de necessidade,
bata-os um contra o outro, e eu virei imediatamente
em vosso socorro". É por esta razão que chifres de
búfalos são sempre colocados em locais consagrados a
Oyá-Yansã.
Na Venezuela e Brasil, as pessoas dedicadas a Oyá
Yansã usam colares de contas de vidro cor e vinho. A
quarta-feira é o dia semana que lhe é consagrado, o
mesmo dia de Changó, seu marido. Seus símbolos são
os chifres de búfalo e um alfanje, colocados sobre
seu Oeji. Ela recebe oferendas de cabras e acarajés
(akará na África). Ela detesta abóbora. Carne de
carneiro lhe é proibida. Quando se manifesta sobre
uma das iniciadas está adornada com uma coroa cujas
franjas de contas escondem o seu rosto. Ela traz um
alfanje, em uma das mãos e um espanta-moscas ou mata
moscas, feito de cauda de cavalo, na outra. Suas
danças são guerreiras e, se Oggún está presente, ela
não deixa de se empenhar num duelo, lembrança, sem
dúvida, de suas antigas divergências. Ela evoca
também, por seus movimentos sinuosos e rápidos, as
tempestades e os ventos enfurecidos. Seus fiéis
saúdam-na gritando: Epa Heyi Oyá.
No Brasil, Oyá é sincretizada com Santa Bárbara e,
em Cuba e Venezuela, com Nossa Senhora da Candelária.
Certas Yansãs, chamadas de Yansãs de Igbalé, ligadas
aos cultos dos mortos, os Egunsguns, logo que
começam a dançar, parecem expulsar as almas errantes
com seus braços largamente abertos e estendidos para
a frente. O arquétipo de Oyá-Yansã é o das mulheres
audaciosas, poderosas e autoritárias. Mulheres que
podem ser fiéis e de lealdade absoluta em certas
circunstâncias mas que, em outros momentos, quando
contrariadas em seus projectos e seus
empreendimentos, são capazes de se deixar levarem à
manifestações da mais extrema cólera.
Mulheres, enfim, cujo temperamento sensual e
voluptuoso pode levá-las a aventuras amorosas
extraconjugais múltiplas e frequentes, sem reserva
nem decência, o que não as impede de continuar muito
ciumentas dos seus maridos por elas mesmas enganadas.
Lenda
(1)
Certa vez,
Changó foi visitar o irmão Oggún e conheceu sua
mulher Oyá Iansã. Os dois se apaixonaram e Iansã
largou Oggún, indo viver com Changó. Tempos depois,
com saudades, Iansã voltou para Oggún; então Changó
chamou seu exército e atacou o reino do irmão.
Enquanto lutavam, Oggún mandou Iansã para o reino de
Ochosi. Quando Changó, vencedor, foi buscá-la, ela
se casara com Ochosi. Atacou-o, e Ochosi mandou Oyá
para o reino de Asowuano. E a história se repetiu,
até que Iansã foi mulher de todos os Orichas. Mas no
final acabou voltando a viver com Changó, e de sua
união nasceram os gémeos Ibeji.
Lenda (2)
Iansã e Changó sempre foram muito companheiros, mas
Changó, como rei, queria sempre ser o mais poderoso
de todos. Oyá Iansã não se conformava com isso, pois
ela é muito independente e não admite ser mandada
por ninguém. Certa vez, disseram a Changó que, num
reino vizinho, havia um sacerdote que conhecia uma
poção que, quando ingerida, dava o poder de lançar
fogo pela boca. Como estava envolvido numa luta,
Xangô mandou Iansã buscar a poção para ele. Ao
voltar, ela começou a pensar que não era justo que
só Changó tivesse esse poder; então, tomou um
pouquinho da poção, para que o marido não percebesse.
Assim, ela ficou com o poder mágico mas, como tomou
pouca poção, é dona apenas dos ventos e dos raios
fracos.
Lenda
(3)
Depois que casou com Ochún, que era muito bonita,
Changó passou a negligenciar Oyá, que ficou muito
enciumada. Um dia, quando Ochún foi tomar banho no
rio, Iansã resolveu se vingar e fez surgir uma
cortina de fogo no caminho; mas Oxum fez o rio
transbordar e o fogo se apagou. Iansã ficou ainda
mais irritada e atacou Ochún com a espada. Como Oxum
só levava um espelho, usou para fazer com que o
reflexo do sol cegasse a rival. Só assim Oyá Iansã
parou e as duas puderam conversar.
Lenda
(4)
Oyá Iansã viveu por muito tempo com Changó e foi sua
melhor companheira de aventuras. Apesar de sua
inconstância, ela gostava muito dele. Por isso,
quando Changó morreu, ela ficou tão desesperada que
não quis mais viver. Pediu aos Orixás que aceitassem
sua ida para o mundo dos mortos em companhia do
marido e então se matou. Por ter ido pela própria
vontade, Iansã se tornou amiga dos Eguns. É por isso
que Iansã é o único Orixá que tem coragem de
participar do culto dos mortos, dominando-os com seu
chicote.
Okanbi
Com a bênção de Meu Pai Aggayú e
Yemanjá
Para qualquer outra questão
sobre este texto, pode-nos escrever para o
e-mail
e darei mais
explicações ou retirarei duvidas.
Fotos de Oya Iansá
Taça de Oya Iansa
Estatua de Oia no
Haiti
Filha de Oia Iansá
Festa a Oya Iansa
