Coroa de Ochún
Yalorde é um dos tantos nomes porque se
conhece a Ochún. Este nome significa Rainha e a deusa do
mel e com esse mel pode retirar Oggún do monte. Todas as
demais santas o tentaram e não puderam, e quando ela
pediu permissão a Olofi para fazer, todas as santas
gozaram com ela.
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Taça de Yemanjá
Em África, o orixá que reina nos oceanos
é Olokun e, segundo consta, é o pai de Yemanjá. Ela, por
sua vez, fixou seu reinado nos lagos (de água doce e
salgada), enseadas, quebra-mares e na junção entre rios
e mares.
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Pote de ferro de Oggún
A missão deste santo é guerrear por
todos nós nesta religião e a vida, é que ele cometeu uma
falta muito grave ao abusar de sua mãe Yembó. Isto
causou que Obatalá tratou de maldizer, mas não deu
tempo, que Oggún maldizou-se a si mesmo.
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Ossain - Osaín
Escrito por Okanbi / Omo Aggayú
A palavra Osaín
significa conhecedor, médico, começo da
vida e eternidade. Isto é assim, porque
ele é o espírito que vive em tudo que
tem vida na terra e porque é o médico
desta religião. Ele é o dono de todas as
plantas, ervas, animais de este mundo.
Não há nada de Santo se não passa pelos
banhos de ewes (ervas) de Osaín.
Osain tem uma só
perna, um só braço e um só olho. Este
espírito não é visível para nada, só a
traves das suas plantas e animais, e
numa só palavra, a vida na terra. Ele se
comunica com os seus filhos da terra
mediante um guizo bem confeccionado e
elaborado. O asseguro a quem o receba
ele falará e comunicará com ele, pois
esta é a virtude de Osaín. A pessoa que
prepara Osaín é considerado Osainista e
tem que ter um conhecimento muito amplo
das plantas, ervas e insectos da terra.
Se diz que Osaín é um caminho de Changó,
por isso os filhos de Changó tem o ache
para dar a Osaín.
Dia da semana…………Quinta-feira
Cores……………………Verde
e rosa, ou amarelo, marron
Animais…………………..Pássaros
Domínio…………………..O
axé das ervas
O que faz……………….Dá
força curativa às ervas medicinais.
Quem é………………….O
curandeiro, o mago dono da força das
plantas.
Onde recebe oferendas…………..Na
floresta
Saudação……………………………Euê
ô !
Presentes predilectos……….Frutas,
velas, suas comidas e bebidas.
Lendas
Desde garoto, Osaín gostava mais de
ficar sozinho vagando pela floresta do
que na companhia da família. Muito cedo,
ele saiu de casa e foi morar no meio da
floresta, onde se dedicou a estudar os
poderes mágicos e medicinais das plantas.
Depois de algum tempo, ele sabia tudo
sobre o assunto e, quando alguém
precisava de um remédio ou feitiço,
recorria a ele. Mas ele guardava as
folhas numa cabaça e não mostrava para
ninguém. Os outros Orichas ficaram
aborrecidos por dependerem dele.
Decidiram fazer alguma coisa, e Iansã se
dispôs a resolver o problema. Foi ao
encontro de Ossain e fez soprar uma
ventania que derrubou a cabaça e
espalhou as folhas. Então, cada Orixá
correu e pegou um pouco para si. Ossain
só conseguiu guardar as mais secretas,
mas continuou dono do poder mágico, e
por isso todos têm de lhe pedir licença
para usar as folhas.
Lendas (2)
Houve um rei que
tinha três filhas muito bonitas. Quando
elas chegaram à idade de casar, o rei
disse que a mais velha casaria com quem
adivinhasse o nome das três. Muitos
pretendentes apareceram mas todos
fracassaram; até que um dia chegou à
cidade um rapaz que todos chamavam de
Aroni, o aleijado, porque tinha uma só
perna. O aleijado se apaixonou pela
filha do rei e se apresentou como
pretendente. O rei lhe deu um prazo de
três dias. Passeando perto do palácio, o
aleijado descobriu um arvoredo onde as
princesas passeavam. Subiu num pé de obi
e, quando elas apareceram, fingiu ser o
deus da árvore e deu a cada uma noz de
cola em troca delas dizerem seus nomes.
No dia marcado, foi à presença do rei,
matou a charada e casou com a princesa.
Só então revelou que era Ossain, o deus
das folhas.
Lendas (3)
Quando Osaín nasceu,
os pais o deixaram nu. Por isso, ele
cresceu cheio de ressentimento contra
eles. Vivia mais na floresta que em
casa, e assim aprendeu os segredos das
folhas. Um dia, jogou um feitiço sobre o
pai, que não conseguia respirar, e só o
curou quando o pai lhe deu uma roupa e
um gorro; e assim Ossain não precisou
mais se vestir de folhas. Depois, jogou
um feitiço na mãe, que ficou com dor de
barriga; e só a curou quando ela lhe deu
um pano listado. Quando teve um filho,
Ossain teve medo de que ele o tratasse
como ele tratara o pai; então, matou-o e
fez um pó de seu corpo. Mais tarde, usou
esse pó para curar o rei, que em
recompensa o cobriu de honrarias.
Lendas (4)
Quando Osaín
trabalhou para Olorum, recebeu a função
de ajudante do adivinho Orumilá. Mas
como ele sabia muito sobre ervas
medicinais, não quis ser inferior ao
outro. Para testá-los, Olorum resolveu
enterrar os filhos dos dois por 7 dias;
o que respondesse primeiro quando fosse
chamado, venceria. Orumilá consultou Ifá,
que o aconselhou a fazer oferendas a Exú.
Orumilá obedeceu e Eshú mandou um coelho
levar comida para Sacrifício (o filho de
Orumilá) e Remédio, o filho de Ossain,
usou seu poder mágico para falar com
Sacrifício, a quem pediu comida; este
lhe deu, com a condição de que Remédio
não respondesse quando o chamassem. Ele
assim fez e Orumilá venceu a prova. Em
agradecimento, compartilhou o poder de
adivinhação com Exú.
O Senhor das Folhas
e das Ervas
Ossain é Orichá
masculino de origem nagô (Iorubá) que,
como Oxossi habita a floresta. É
bastante respeitado e adorado na
Venezuela e Brasil, recebendo diversos
nomes como Ossânin, Ossonhe, Ossãe
Ossanha, uma das formas mais populares.
Por causa do som feminino é
frequentemente confundido como figura
feminina. É um Orixá cujos filhos são
raros, bem menos numerosos do que Oggún,
Changó ou Ochún. É Oricha da cor verde,
do contacto mais íntimo com a natureza.
As áreas consagradas a Ossâim não são os
jardins cultivados de maneira
tradicional, mas sim os recantos, onde
só os sacerdotes podem entrar, nos quais
as plantas crescem de maneira selvagem,
quase sem controle. Orixá de grande
significação, pois todos os rituais
importantes utilizam o “sangue-escuro”
que vem dos vegetais, seja em forma de
amassis, infusões ou para uso de bebida
ritualística. É comum dentro da Santaria
existir um certo preconceito com dois
Orichas que muitas vezes são esquecidos,
mais existem, e se faz necessário o
culto: Osaín e Ochumare. O primeiro está
presente em todos os rituais através das
folhas e o segundo presente em quase
todos os rituais por ser o Orixá das
cores e dos aromas.
Dois Orichas de
grande valia dentro do culto da Santeria.
Segundo lendas, Ossâim era o dono de
todas as folhas e era necessário que os
Orixás dependessem dele para obter
certas folhas e certos sumos. Como os
Orichas raramente se submetem a qualquer
tipo de autoridade, a rebelião se fez e
Oyá Iansã com seus ventos espalhou as
folhas de Osaín, fazendo com que cada
Oricha pegasse a sua de acordo com sua
esfera de atribuições. Mas muitas ervas
e plantas ainda continuam sob o domínio
de Osaín, e mesmo as que hoje estão sob
domínio dos outros Orichas, ainda
necessitam de certas rezas e preceitos
que só Ossâim conhece. Nesse contexto o
poder de Osaín foi dividido, mas
permanece paradoxalmente com ele,
realçando outra característica do
Panteão Africano: a dependência dos
Orixás. Apesar de cada Orixá reinar
sobre uma área específica do
conhecimento e da actividade humana,
acaba influindo genericamente sobre os
domínios dos outros Orichas. Por isso um
filho de Iansã deve manter boas relações
espirituais com Osaín para poder
realizar os trabalhos e obrigações
devidos à própria Iansã ou a Eshú, como
também deve invocar Oxum quando tiver
problemas sexuais ou relativos a
paternidade ou maternidade. Se cada ser
humano é individualizado pela soma das
características e presenças energéticas
de seus próprios Orixás – o primeiro (eledá)
e o segundo (ajuntó) Orixá, também troca
energias com as outras fontes de Axé que
regularizam e ditam as normas de seu
relacionamento com outras áreas do
conhecimento.
É a convivência dos
diferentes, mas complementares, que
viabiliza a mitologia dos Orichas e a
existência do ser humano em sociedade.
Não é Orixá das lutas, do fogo, dos
grandes amores e das guerras
incontroláveis. É Orixá da técnica, do
uso das folhas que são empregadas quando
necessárias, usadas de forma condutora
da busca do equilíbrio energético, do
contacto do homem com a sua divindade,
que nada mais é do que a sua essência.
Não faz parte das lendas de Osaín um
número de relações familiares e sexuais
de destaque, pois geralmente é
apresentado como um ser solitário,
vagando nebulosamente pela floresta e
não habitando lar específico. Em algumas
histórias é apresentado como uma figura
de uma perna só. Em outras é chamado de
Aroni, um anãozinho que como o saci
pererê da mitologia, traz sempre na boca
um cachimbo. Para alguns pesquisadores,
a diferença existente entre Osaín e
Omolu-Obaluaiê, seria de que um traz a
doença e o outro traria a cura. Mas tal
definição não é adequada já que
Omulu-Obaluaiê também traz a cura.
Classificar Ossâim como Orixá da
medicina seria uma visão parcial de sua
real potencialidade mítica. Ossâim seria
aquele a quem se pede a ajuda para
libertação de diferentes problemas, seja
a doença, sejam os encantamentos.
Asowuano (ou Omulu-Obaluaiê) é a quem se
pede a cura, depois que ele mesmo muitas
vezes envia a doença.
Outra diferença
seria que Ossâim é mais invocado nas
doenças e problemas individuais enquanto
Asowuano é o que castiga socialmente,
dizimando colheitas ou populações
inteiras. Osaín seria também o
curandeiro do ponto de vista da magia e
dos encantamentos, enquanto Asowuano
seria o curandeiro do ponto de vista das
rezas e da manifestação de espíritos
curadores que trabalhariam a seu mando.
Como tantos outros magos, vive sozinho,
em estreita e diária ligação com as
plantas, com os pássaros com quem parece
se comunicar, é misterioso e solitário
ermitão.
O Arquétipo dos seus
filhos
O arquétipo dos
filhos de determinado Oricha, é um
estudo profundo e que muitas das vezes
não condiz com o que o Orixá apresenta.
Vale lembrar que os Arquétipos são dados
a essa ou aquela pessoa por
características que são predominantes
nos seus Orixás (eledá e ajuntó). Para
facilitar o entendimento, geralmente o
tipo físico é dado a partir do físico do
Orixá (Ochún, Yemanjá – Predominância
por gorduras localizadas e alguma
tendência a engordar – Oggún, Ochosi –
Pessoas esguias e ágeis que tem no pisar
o silêncio dos guerreiros que se faz
necessário para não afastar a vítima ou
a presa). Do ponto de vista emocional e
psicológico, Ochún e Yemanjá seriam
pessoas mais controladas e menos dadas a
rompantes e combates, como seria Oggún,
Ochosi e Oyá Iansã. Changó seria a
figura do homem velho que nem sempre
resolve tudo a ferro e fogo. Mas essas
características são contra balanceadas
pelos ajuntós. Geralmente o Eledá ou
Eleri (cabeça) traz alguma
característica que muitas das vezes são
acentuadas, desacentuadas ou mudadas
pelas características do ajuntó.
Portanto pode se ver uma filha de
Yemanjá magra, visto que o ajuntó é
Ochosi e vice-versa.
Os filhos de Osaín
são aqueles que não permitem que suas
simpatias e antipatias subjectivas e
individuais intervenham em suas decisões
ou influenciem as suas opiniões sobre
pessoas e acontecimentos. Ossâim é
reservado, pouco intervindo em questões
que não lhe digam respeito. Não é
introvertido, mas não se faz notar pela
actividade social. Os filhos de Osaín
são individualistas no sentido de não se
preocuparem com o que acontece fora da
sua esfera. São pessoas muito ligadas a
religiosidade e pelos aspectos
ritualistas. A ordem, os costumes, as
tradições e os gestos marcados e
repetitivos o fascinam. São pessoas
meticulosas, nunca se deixando levar
pela pressa ou pela ansiedade, pois é
caprichoso. Por isso as profissões dos
filhos de Osaín são aquelas que não
requeiram pressa. São pessoas que não
gostam de trabalhar em conjunto, há não
ser quando somente o conjunto pode gerar
o resultado esperado. Pela necessidade
de isolamento e independência, os filhos
de Osaín podem abraçar profissões
artesanais, que exijam o trabalho lento
e meticuloso, como um ritual que quando
não feito de maneira correcta e
meticulosa podem deitar tudo a perder.
Em termos físicos,
são pessoas elegantes e esguias, mesmo
quando tem como ajuntó Yemanjá ou Oxum.
Não aparentam grande força física, mas
detém uma grande energia reservada para
uso quando necessário. Uma
particularidade física muito comum são
os cabelos lisos e compridos. São
capazes de amar, mas não o tempo todo. O
silêncio, porém, não pode ser entendido
como sinónimo de falta de carinho: é
apenas seu gosto pela ausência de sons,
pois, quando há algum problema, ele
dificilmente esconde seu ponto de vista.
O Culto ao Orixá
Assim como os Orixás
das florestas, Osaín é adorado nas
quintas-feiras, se bem que alguns
santeiros apresentem seus dias de culto
de maneira diferente. Como é um Oricha
voltado ao culto em si e à religião como
forma organizada de comunicação entre os
homens e o sobrenatural, todos os seus
ritos exigem muitos detalhes e inúmeros
cuidados para não se quebrar as regras
de como se colhe uma folha de uma árvore
ou se arrumam os ingredientes para uma
obrigação de Ossâim.
Em algumas áreas do
Brasil, Ossâim é sintetizado em São
Benedito, alguns zeladores e zeladoras
dão a este Orixá o sincretismo de Santo
Expedito, visto que o mesmo segura um
ramo de folha em uma das mãos. Mas em
geral é sintetizado na figura do Saci
Pererê, figura mitológica que traduziria
a função de encantado da mata, aquele
que existe e ao mesmo tempo não. Sua
filiação é Yemanjá e Obatalá (alguns
historiadores dão Nanã e Obatalá), sua
actuação seria na cura e na liturgia,
suas cores variam de vermelho e azul,
verde e branco e preto e amarelo (mais
comum).
Okanbi
Com a bênção de Meu
Pai Aggayú e Yemanjá
Para qualquer
outra questão sobre este texto, pode-nos
escrever para o nosso
correio electrónico e
darei mais explicações ou retirarei
duvidas.
Fotos de Ossain
Canto
a Osáin
Banho de
ervas de Ossain

Ervas de Osaín
