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Sessões de Reiki ajudam animais a
recuperarem
Abandonados pelos donos com as mais
variadas desculpas, os animais do canil municipal do Seixal têm uma
equipa de voluntários que lhes dá carinho, leva a passear e até os
acalma com sessões terapêuticas de "reiki". Considerado o maior do
género no distrito de Setúbal, o canil, que também recebe gatos, ocupa
precariamente um antigo matadouro e, apesar das obras de ampliação
realizadas no ano passado, que permitiram a construção de mais celas
para cães e um parque de recreio ao ar livre, o recinto continua a ter
carências.
Semanalmente, apoiados por uma veterinária que presta
aconselhamento médico gratuito, 12 voluntários, entre os 17 e os 60
anos, procuram dar um pouco mais de conforto a dezenas de bichos até
serem adoptados por um novo dono. Pagam medicamentos e tratamentos em
clínicas se for preciso.
"Duas a três vezes por semana passeamos
os cães para fazerem exercício, apanharem sol, arejarem. O canil é
húmido e as patinhas deles ganham feridas", relata, à agência Lusa, a
psicóloga Marta Correia, 28 anos, voluntária, que também limpa as
gaiolas dos gatos e dá-lhes de comer. "Damos amizade e carinho com o
objectivo de melhorar a qualidade de vida, o bem-estar deles." Marta
cresceu junto de animais e "sofre" quando vê que os donos os entregam
"com desculpas estapafúrdias".
Voluntário há poucas semanas,
Álvaro Gonçalves, 41 anos, foi uma vez ao canil para adoptar um cão, mas
acabou por levar o gato "Puma". Rendido aos encantos dos bichos,
prontificou-se a tratar deles todos os domingos. Hoje, todos os dias são
domingo. Faz de tudo um pouco ajuda na limpeza dos locais onde os cães
comem e dormem, leva-os a passear junto à baía do Seixal, dá-lhes os
medicamentos ou põe-nos a tomar banhos de sol no pátio do canil para
secarem o pêlo.
Nas mãos deste empregado de uma loja de livros e
discos, os animais do canil ganham ainda mais um "mimo" sempre que os
bichos deixam, ele dá-lhes umas "aulas" de "reiki" para mantê-los
calmos. Praticante desta arte milenar tibetana recuperada no Japão no
século XIX, Álvaro garante que esta terapia também resulta nos animais.
Noticia do dia 23 de Junho de 2008
Fonte: Jornal do Oriente
(Setúbal)