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Hospitais públicos do Rio adoptam por
terapias alternativas
Meditação para pessoas com
cancro e música na UTI caíram no gosto dos pacientes. O resultado foi
uma queda de 40% no uso de sedativos e anti-depressivos.
Musica
na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), sessões de meditação ao ar
livre para pacientes com cancro são algumas das terapias alternativas
adoptadas por alguns hospitais públicos do Rio de Janeiro. O resultado é
não só a satisfação como a melhoria dos doentes.
No Instituto
Nacional de Cardiologia, em Laranjeiras, na Zona Sul da cidade, a ideia
de levar música para a UTI surgiu de um pedido das enfermeiras, para
melhorar o ambiente de trabalho. Mas a iniciativa caiu no gosto dos
pacientes, que passaram a se sentir mais tranquilos e até a pedir
músicas, em sua maioria clássicas ou instrumentais.
A
tranquilidade reflectiu no prontuário, com uma queda de 40% no uso de
sedativos e anti depressivos. “Quanto menos medicamento usar melhor” ,
diz o médico Wagner Alves.
Meditação
Se a música pode melhorar um ambiente, o
silêncio também pode ser a chave de um tratamento. A meditação ao ar
livre vem dando resultado positivos para pacientes com doenças graves,
como o cancro, que usam o relaxamento e o controle da mente como
aliados.
O projecto foi ideia do psiquiatra Alcio Braz, chefe do
serviço de saúde mental do Hospital da Lagoa , que implementou a
alternativa, pioneira no SUS, há dez anos. “Melhorou a qualidade de vida
das pessoas, que passaram a aceitar a doença e o tratamento”, explica
ele.
Uma das beneficiadas foi a administradora Maria de Fátima
Dias, que usou o relaxamento para enfrentar a quimioterapia. “A
meditação te ajuda a juntar os caquinhos. Já me sinto boa e amo meu
corpo”, conta."
Noticia do dia 05 de Julho de 2008
Fonte:
Jornal São Bernardo