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Dança ajuda a exercitar a mente,
concentração e a memória
Durante muitos anos a
dança foi considerada apenas como um instrumento de recreação e lazer.
Tanto os médicos quanto os leigos, ao pensarem numa actividade física
adequada para idosos, consideravam apenas a hidroginástica e a
caminhada. Hoje sabemos que a dança é uma actividade física
positivamente associada à saúde psicológica e ao bem-estar emocional dos
idosos.
Com o advento dos programas educacionais para idosos, a
dança passou a fazer parte de todos os módulos de actividade física. Por
ser uma actividade aeróbica, muitas vezes é uma recomendação médica com
o intuito de amenizar sintomas de algumas doenças como: hipertensão,
obesidade, osteoporose, depressão e exercícios para a memória, etc.
Além disso, a dança, principalmente a de salão é uma actividade que
estimula a sociabilidade, promovendo o bem-estar emocional.
Memória é
factor motivacional para dançar. Em Portugal e no Brasil, as pesquisas
envolvendo dança e idosos são incipientes, porém as práticas de ensino
de dança são muitas. Pessoas que vivenciaram as idas aos grandes bailes
em salões, têm em sua memória o registo do prazer que essa actividade
proporciona. Por isso, a prática da dança por parte dos idosos e jovens
deve-se levar em consideração o factor relacionado à memória, às
recordações que o idoso ou o jovem traz para o grupo em termos de
relatos de experiência e pesquisa de fotos e discos antigos que registam
essa época. É essa experiência que o idoso já possui com a dança que o
motiva a continuar dançando.
São vários os motivos que levam uma
pessoa a procurar da dança como actividade física. A dança, além de
exercitar o corpo, a agilidade, coordenação motora e equilíbrio, ela
também exercita a mente, a atenção, a concentração e a memória. Diminui
o stress e a ansiedade, além de melhorar a auto-estima, porque a dança
ajuda na percepção positiva do corpo.
Pesquisas científicas
envolvendo dança e idosos comprovam as contribuições para a saúde física
e mental dos sujeitos, principalmente no que se refere aos ganhos
ligados à força, ritmo, agilidade, equilíbrio e flexibilidade. As
actividades físicas, quando praticadas regularmente, retardam as doenças
que podem acometer os idosos.
É evidente também a possibilidade
de retardar o declínio normal associado ao envelhecimento com a prática
da dança. Segundo os últimos estudos, apontam que a dança pode ser
praticada tanto por uma pessoa sedentária como por um atleta. Tudo
depende do interesse, motivação, o prazer por dançar e da relação que a
pessoa tem com seu corpo.
A dança é uma actividade física de
corpo e alma. Somos um corpo inteligente, um corpo que sonha, reage, se
emociona, sofre e que têm afectos. Cada um tem uma história corporal.
Nosso corpo cresce com a experiência da actividade que praticamos com
ele.
Noticia do dia 25 de Julho de 2008
Fonte: Instituto de
Dança de Brasília