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Orishas da Nigéria |
Escrito por Okanbi / Omo Aggayú
Os Orishas Cubanos
A influencia fundamental dos Yorubas sobre nós foi exercida através da sua religião e da sua imaginação. O seu panteão de divindades e Orishas continua sendo vivo e influente, e motivou o interesse dos estudiosos. Em África cada Orisha estava vinculado a uma região ou aldeia, já que se tratava de povos distantes e autónomos que viviam em economias fechadas. Assim o culto a estes Orishas era um culto local. No território Yoruba se adorava Changó em Oyó, Yemayá em Egba, Oggún em Ekití e Oridó e Ochún em Ijebu.
Alias estes cultos locais, havia alguns Orishas que eram adorados por todas as tribos de uma região, como Obatalá, de quem todos os governantes Yorubas se consideram descendentes. A importância ou posição de um Orisha depende de grandeza da tribo que o adorava, ou de quantas tribos o adoravam.
Em quase todos os casos, os Orishas são homens divinizados depois de mortos. O Orisha é uma força pura, imaterial, que somente pode ser percebida pelos humanos si ele tomar a possessão de um deles. O candidato desta possessão, é elegido pelo Orisha, é um dos seus descendentes.Os Orishas mais conhecidos são os seguintes:
Aggayu
(São Cristóvão) o Orisha da terra seca, do deserto. Patrono dos caminhantes, dos automobilistas, dos aviadores e dos estivadores. Patrono da cidade de Havana (Cuba). Os seus dias são as quartas feiras e as sua festa se celebram no dia 16 de Novembro. É considerado para muitos o pai de Changó, e é conhecido como o gigante de Ocha.
Babalu Ayé
(São Lázaro) Orisha das doenças venéreas, da lepra, da varicela e em geral das doenças e infeções que aparece no ser humano. O seu dia é a quarta feira e a sua festa se celebra no dia 17 de Dezembro.
Olokun
OLOKUN, oricha de grande importância, ainda pouco conhecido por muitos praticantes, porém muito difundido e adorado na Nigéria. Estas crenças, em geral, são fundamentadas em algo original ou histórico, e em África existem inúmeras.
Changó
(Santa Bárbara
Bendita) Orisha maior: Deus do fogo, do raio,
do trono, da guerra, dos ILÚ BATÁ (tambores) do
baile, a música, e da beleza viril. Patrono dos
guerreiros e das tempestades. O seu número é o
6 (Obbara). Os seus dias são as quintas feiras
e todos os 4 de cada mês. O seu dia é o 4 de
Dezembro. Este Orisha, é considerado dono
de todas as mulheres, pois viveu amores com
todas as Orishas.
Elegguá
(Criança de Atocha e São António de Padua) Elegguá é filho de Okuboro que era rei de Añagui. Na entrada das casas reside Elegguá, para proteger o refugio familiar da entrada de Echu, o vagabundo que leva consigo os problemas. As cores de Elegguá são o vermelho e o negro, que representam a vida e a morte.
Jeguá
Muitos na nossa crença tem a noção de que Oya-Yanzan é a que manda e rege o cemitério, no entanto não é assim. E ela quem recebe o cadáver na porta do cemitério, mas a dona daquele local sacro é Jegua. A ela Olodumaré lhe impôs viver neste tenebroso lugar por uma falta cometida ao ter amores secretos com Changó, o qual lhe era proibido naquele tempo.
Ibeyis
(São Cosme e São Damião) os Gimaguas celestiais, que gozam do amor filial de todos os Orishas; são considerados patronos das crianças e geralmente vivem nas palmeiras, e foram eles quem venceram o diabo.
Obatalá
(Virgem das
Mercedes, patrono de Barcelona) filho direto
de Olofi e Oloddumare. No principio das coisas,
quando Oloddumare desceu ao mundo, se fez
acompanhar pelo seu filho de Obatalá. Sempre
veste de branco. Protege os seus filhos da
cegueira, da paralisia e da demência. Foi
enviado a terra como fim de velar pelo bem e o
bem estar de todo o planeta.
Ochosi
(São Alberto e São Norberto, em Santiago de Cuba é Santiago Arcanjo.) Ochosi é o melhor de todos os caçadores e as suas setas são muito certeiras, e nunca falham quando está em caça, assim também conhece o monte tanto como Elegguá e Oggún.
Olodumaré
Para os ancestrais Yorubas e, para nós seus descendentes, a existência de Oloddumare (Ser Supremo) é tão real, como a própria de nós como povo. É muito raro encontrar entre nós os descendentes dos Yorubas alguém que não acredita em Oloddumare. Sem algum se chegar a encontrar, seguro estou que essa pessoa foi criado fora dos costumes de nossa crença. Em outras palavras, eu que estou tratando de decidir, que para os afro cubanos a crença de um Ser Supremo é Lei. De isto não temos a menor dúvida, sendo o Criador de todo o nosso universo e dos seres que vivem em este universo. Criador dos Céus e terra, homens e mulheres, que também criaram todas as Divindades, espirituais, dos quais são os funcionários, intermediários entre o homem e Oloddumare.
Ochún
(Nossa Senhora da Caridade do Cobre, patrono de Cuba) Orisha dos rios, do amor, do matrimónio e do ouro, símbolo do feminino. É o símbolo da beleza, da graciosidade e da sexualidade feminina, mulher de Changó e íntima amiga de Elegguá, que a protege.
Oia Iansá
Oyá Iansa é o nosso credo, é um dos cinco elementos mais importantes nesta vida. Ela é a secretária de Olofi porque é a primeira que sabe todo nesta vida pois é o ar. Imaginem o que seria de este mundo em que vivemos sem o ar que respiramos, o que seria das plantas e todo o que necessita de ar para viver.
Oggún
(São Pedro e São
João Baptista. No Brasil São António de Pádua e
São Jorge - Rio de Janeiro - no Haiti São
Jacobo o Maior. ) Oggún, é o dono do ferro. Se
trata de um Orisha teimoso e solitário, que se
encarregou de abrir o caminho dos demais
Orishas quando baixou a terra.
Yemayá
(Virgem das Regras, no Brasil Imaculada Conceição) É a Orisha mãe de todos os Orishas e quem governa no mar. Se diz que "o Santo nasceu do mar", onde nascem os búzios que se usam no Dilogun, pois o búzio foi o primeiro que falou e disse as criaturas o que teriam que fazer. É a mais respeitada do panteão Yoruba.
Ossaín
A palavra Osaín significa conhecedor, médico, começo da vida e eternidade. Isto é assim, porque ele é o espírito que vive em tudo que tem vida na terra e porque é o médico desta religião. Ele é o dono de todas as plantas, ervas, animais de este mundo. Não há nada de Santo se não passa pelos banhos de ewes (ervas) de Osaín.
Oba Nani
Aqui vamos falar de Oba Nani é Obini (mulher) de Alafi (Changó), legitima esposa de Changó. Mulher nobre e boa, filha de Pduá e Yembó. Seu significado na religião Yorubá tem a haver com todo o que existe neste mundo. É ela quem ensinou a todos os Orichas a arte da guerra, e que ensinou a Changó a manejar o machado, a Oyá o chicote e a Oggún todas as suas ferramentas. Está relacionada com todos os Orichas, e que em suas ferramentas relata as coisas que ela significa neste mundo.
Oko
Junto com Olokum é o Oricha mais poderoso neste mundo e um dos mais venerados no panteão Yoruba. Oricha Oko é a terra, pois certo é uma parte deste planeta em que a outra é a água.
Obi
Um dos Orichas menos conhecido na religião Yorubá é Obi, que simboliza o coco. Quando este Oricha passou pela terra na sua primeira vida, Olodumaré lhe deu um lugar de muita importância entre o seu reino. Obi era branco por fora e branco por dentro, significando a pureza de carácter, de orgulho e de vaidades. Tanto era o seu encanto que ganhou respeito de todos, e confiança e respeito dos seus irmãos e se conhecia não só pelas habilidades do seu oráculo, como também pela pureza e imparcialidade das suas decisões.
Inle
Vamos falar de Inle que é considerado um Oricha que se deve coroar como Yemanjá. Inle era medico, pescador, caçador e adivinho como Ucuele, não era Babalawo, mas tinha a virtude de Olofi de que fora essas coisas todas. Todo o que fazia saí bem, pois tinha essa virtude, mas a sua verdadeira função era ser pescador.
Okanbi
Com a bênção de Meu Pai Aggayú e Yemanjá
Para qualquer outra questão sobre este texto, pode-nos escrever para o nosso correio electrónico e darei mais explicações ou retirarei duvidas.
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