Coroa de Ochún

Yalorde é um dos tantos nomes porque se conhece a Ochún. Este nome significa Rainha e a deusa do mel e com esse mel pode retirar Oggún do monte. Todas as demais santas o tentaram e não puderam, e quando ela pediu permissão a Olofi para fazer, todas as santas gozaram com ela. Leia Mais

Taça de Yemanjá

Em África, o orixá que reina nos oceanos é Olokun e, segundo consta, é o pai de Yemanjá. Ela, por sua vez, fixou seu reinado nos lagos (de água doce e salgada), enseadas, quebra-mares e na junção entre rios e mares. Leia Mais

Pote de ferro de Oggún

A missão deste santo é guerrear por todos nós nesta religião e a vida, é que ele cometeu uma falta muito grave ao abusar de sua mãe Yembó. Isto causou que Obatalá tratou de maldizer, mas não deu tempo, que Oggún maldizou-se a si mesmo.   Leia Mais
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Quem são os Orichas

Escrito por Okanbi / Omo Aggayú   

Cada pessoa é um ser único e diferente dos demais. Em Africa, como no resto do mundo, existem distintas crenças, fundadas em algo original e histórico. Se diz que antigamente Deus (Olodumaré) andava pela terra, mas não havia terra ou arvores, nada, unicamente rochas de lava e isto aconteceu por muitos e muitos séculos.

 

Como consequência, o vapor produzido pelas lavas acumulou no céu uma grande quantidade de nuvens que conseguiam-se suster. Isto era o que Olofi queria para o Mundo, e então descarregou esta nebulosa nuvem de vapor, e converteu em agua, sobre a lava; e nas partes que havia mais lava, ardeu e queimou muito a área, deixando-a mais fundo e se converteu em grandes oceanos.

 

Assim nasceu todos os Yemanjas do mar, desde Ocute até Olokun. Assim, o africano crê que a lava que havia no planeta era a vontade de Olodumare, o que iluminava o sol (Algallù) e todo os demais. Antigamente, este Santo (Aggayú) era o mais temido e respeitado. Depois de muitos dias, a cinza daquelas rochas incandescentes se acumularam nas partes mais altas e foram formando uma massa lamacenta, era esta a terra de Oricha Oko.

 

Esta massa lamacenta trás podridão e epidemias; assim nasce Babalú Ayé. Produto das ervas, nasce Osaín. Os grandes montes são Oke, em elas nasceram os vulcões, onde Oggún faz o seu ferro. O vulcão era a representação do Oricha Algallú é este era o Oricha mais respeitado e temido em Africa.

 

Da lava do vulcão nasceram os rios (onde nasceu Ochún e Nana Burukú). De aí nasceram os caminhos e veredas e o príncipe Elegwua. Se fixam bem a historia do nascimento da Terra, verão que Yemanjá e Oricha Oko são os Orichas que nasceram primeiro e está é a razão de que são criadores de todos os seres humanos e os pais da religião e da mitologia Yoruba.

 
A influencia fundamental dos Yorubas sobre nós foi exercida através da sua religião e da sua imaginação. O seu panteão de divindades e Orishas continua sendo vivo e influente, e motivou o interesse dos estudiosos.

Em África cada Orisha estava vinculado a uma região ou aldeia, já que se tratava de povos distantes e autónomos que viviam em economias fechadas. Assim o culto a estes Orishas era um culto local. No território Yoruba se adorava Changó em Oyó, Yemayá em Egba, Oggún em Ekití e Oridó e Ochún em Ijebu.


Alias estes cultos locais, havia alguns Orishas que eram adorados por todas as tribos de uma região, como Obatalá, de quem todos os governantes Yorubas se consideram descendentes. A importância ou posição de um Orisha depende de grandeza da tribo que o adorava, ou de quantas tribos o adoravam. 


Em quase todos os casos, os Orishas são homens divinizados depois de mortos. O Orisha é uma força pura, inamaterial, que somente pode ser percebida pelos humanos si ele tomar a possessão de um deles. O candidato desta possessão, é elegido pelo Orisha, é um dos seus descendentes.

 

Os Orichas são os intermediarios entre Deus e os homens e são eles (os Orichas) que através dos seus Oráculos nos falam e advertêm dos nossos problemas e nos dão soluções para resolver o que temos em nossas vidas.

Os orichas também são os guias e protectores da raça humana. Para os Orichas nada é oculto e tudo têm solução. O Santeiro tem a obrigação de conhecer na profundidade os Oráculos pelos quais os Orichas nos falam.

Os Orichas nos falam com vários Oráculos nos quais o principal é o “Dilogun”. Cada Oricha têm o que chamamos uma “mão de búzios” que se compõem de 18 búzios cauries, menos a mão de búzios do Oricha “Eshú Eleggwa”, que é composta de 21 búzios. Acreditamos que quando uma pessoa vêm a nossa Ilé (casa) de um santeiro para procurar uma solução dos seus problemas, os Orichas tem a faculdade em mudar as coisas negativas de nossas vidas e destinos.
Em outras palavras, de certo modo através de uma consulta, oferendas e sacrificios, podemos alterar todo o mal que existe nas nossas vidas.

Okanbi / Omo Algallú

 

 

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Ilé de Omo Okanbi e Omo Onibodé

Aggayu

(São Cristóvão) o Orisha da terra seca, do deserto. Patrono dos caminhantes, dos automobilistas, dos aviadores e dos estivadores. Patrono da cidade de Havana (Cuba). Os seus dias são as quartas feiras e as sua festa se celebram no dia 16 de Novembro.

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Babalu Ayé

(São Lázaro) Orisha das doenças venéreas, da lepra, da varicela e em geral das doenças e infecções que aparece no ser humano. O seu dia é a quarta feira e a sua festa se celebra no dia 17 de Dezembro.

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Changó

(Santa Bárbara Bendita) Orisha maior: Deus do fogo, do raio, do trono, da guerra, dos ILÚ BATÁ (tambores) do baile, a música, e da beleza viril. Patrono dos guerreiros e das tempestades. O seu número é o 6 (Obbara). Os seus dias são as quintas feiras e todos os 4 de cada mes.

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Elegguá

(Criança de Atocha e São António de Padua) Elegguá é filho de Okuboro que era rei de Añagui. Na entrada das casas reside Elegguá, para proteger o refugio familiar da entrada de Echu, o vagabundo que leva consigo os problemas.

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Ibeyis

(São Cosme e São Damião) os Gimaguas celestiais, que gozam do amor filial de todos os Orishas; são considerados patronos das crianças e geralmente vivem nas palmeiras, e foram eles quem venceram o diabo.

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Obatalá

(Virgem das Mercedes, patrona de Barcelona) filho directo de Olofi e Oloddumare. No principio das coisas, quando Olordumare desceu ao mundo, se fez acompanhar pelo seu filho de Obatalá. Sempre veste de branco.

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Ochosi

(São Alberto e São Norberto, em Santiago de Cuba é Santiago Arcanjo). Ochosi é o melhor de todos os caçadores e as suas setas são muito certeiras, e nunca falham quando está em caça, assim também conhece o monte tanto como Elegguá e Oggún.

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Oyá Iansá
Oyá Iansa é o nosso credo, é um dos cinco elementos mais importantes nesta vida. Ela é a secretária de Olofi porque é a primeira que sabe todo nesta vida pois é o ar. Imaginem o que seria de este mundo em que vivemos sem o ar que respiramos, o que seria das plantas e todo o que necessita de ar para viver.
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Ossáin
A palavra Osaín significa conhecedor, médico, começo da vida e eternidade. Isto é assim, porque ele é o espírito que vive em tudo que tem vida na terra e porque é o médico desta religião. Ele é o dono de todas as plantas, ervas, animais de este mundo.
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Jegua - a dona e senhora de Ile Oku (a casa dos mortos)

Muitos na nossa crença tem a noção de que Oya-Yanzan é a que manda e rege o cemitério, no entanto não é assim. E ela quem recebe o cadáver na porta do cemitério, mas a dona daquele local sacro é Jegua.
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Oricha Oko

Junto com Olokum é o Oricha mais poderoso neste mundo e um dos mais venerados no panteão Yoruba. Oricha Oko é a terra, pois certo é uma parte deste planeta em que a outra é a água.
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Inle

Vamos falar de Inle que é considerado um Oricha que se deve coroar como Yemanjá. Inle era medico, pescador, caçador e adivinho como Ucuele, não era Babalawo, mas tinha a virtude de Olofi de que fora essas coisas todas. Todo o que fazia saí bem, pois tinha essa virtude, mas a sua verdadeira função era ser pescador.
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Oba Nani

Aqui vamos falar de Oba Nani é Obini (mulher) de Alafi (Changó), legitima esposa de Changó. Mulher nobre e boa, filha de Pduá e Yembó. Seu significado na religião Yorubá tem a haver com todo o que existe neste mundo. É ela quem ensinou a todos os Orichas a arte da guerra, e que ensinou a Chang a manejar o machado, a Oyá o chicote e a Oggún todas as suas ferramentas. na daquele local sacro é Jegua.
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Obi

O coco é usado tanto pelo Santero que também pelo Babalawo, e com eles perguntamos aos Orichas o que é que desejam. O coco também se pode usar alguém que não tenha feito santo mas que já tenha os seus colares ou os seus guerreiros. O coco se conhece como Obi e é um dos Orichas menos conhecidos. O oráculo do coco se acompanha de cinco letras que são Alafi, Itagua, Elleife, Ocana Sordi e Ocana Oyekun.
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Olodumaré

Para os ancestrais Yorubas e, para nós seus descendentes, a existência de Oloddumare (Ser Supremo) é tão real, como a própria de nós como povo. É muito raro encontrar entre nós os descendentes dos Yorubas alguém que não acredita em Oloddumare.
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Olokun

OLOKUN, oricha de grande importância, ainda pouco conhecido em Portugal e no Brasil, porém muito difundido e adorado na Nigéria. As crenças, em geral, são fundamentadas em algo original ou histórico; na África existem inúmeras. Este orixá não fala directamente pela sua boca, mas se comunica através de YEMANJÁ, já que esta foi o primeiro caminho que veio à terra e que, também, se denominou YEMBÓ.
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