Ser Santeiro
Ser Oloricha nesta religião representa a
capacidade em entender as mensagens de Olodumaré, nos
envia através dos seus mensageiros (Orichas).
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Os Oddús de Ocha (Dillogun)
Saiba o que são os Oddus da Santeria, o
que falam, o que nos indica e principalmente como
podemos interpreta-los.
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A nossa crença
O que acreditamos? Como processamos a
nossa religião? Como fazemos os nossos sacrifícios?
Entenda quem somos, e o que pensamos.
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A nossa crença
Escrito por Okanbi / Omo AggayúAqui expomos uma ideia
clara do que acreditamos e mostramos com clareza os
nossos pontos de vista de uma crença geral do que é
a nossa religião. Não vou entrar em grandes
pormenores e irei tocar no essencial. Qualquer outro
ponto de vista é considerado e respeitado, mas não
altera em nada aquilo que escrevo. Saliento também
que esta religião não possui nenhuma “biblía” e tudo
veio pela troca de conhecimentos de geração para
geração.
Origem dos Santos
Africanos
Em Africa, como no resto
do mundo, existem distintas crenças, fundadas em
algo original e histórico. Acredita-se que
antigamente Deus (Olodumare) andava pela terra, mas
não havia nem terra ou árvores, nem nada, unicamente
rochas de lava, isto sucedeu por espaço de muitos
séculos. Como consequência, o vapor produzido pelas
lavas acumulou no espaço uma grande quantidade de
nuvens que conseguiam-se suster. Isto
era o que Olofi
queria para que o Mundo se iniciasse e então descarregou
esta nebulosa nuvem de vapor, e converteu
toda esta água sobre a lava; e nas partes
mais fundas ardeu
e queimou muito a área, deixando mais fundo e se
converteu em grandes oceanos. Assim nasceu todos os
Yemanjas do mar, desde Ocute até Olokun. Assim, o
africano crê que a lava que havia no planeta era a
vontade de Olodumare, o que iluminava o sol (Algallù)
e todos os demais.
Antigamente, este Santo (Algallù)
era o mais temido e respeitado. Depois de muitos
dias, a cinza daquelas rochas incandescentes se
acumularam nas partes mais altas e foram formando
uma massa lamacenta, era esta a terra de Oricha Oko.
Esta massa lamacenta trás podridão e epidemias;
assim nasce Babalú Ayé. Produto das ervas, nasce
Osaín. Os grandes montes são Oke, em elas nasceram
os vulcões, onde Oggún faz o seu ferro. Da lava do vulcão nasceram os rios
(onde nasceu Ochún e Nana Burukú). De aí nasceram os
caminhos e veredas e o príncipe Elegwua.
Se fixam bem a história do
nascimento da Terra, verão que Yemanjá e Oricha Oko
são os Orichas que nasceram primeiro e está é a
razão que são os criadores de todos os seres humanos
e os pais da religião e mitologia Yoruba.
Santeria é uma
religião animista
Quando falamos na nossa
crença falamos sim da oportunidade em conhecer e
alcançar a tranquilidade, segurança e evolução
espiritual e material na nossa vida. A crença que
temos em Deus nesta religião, será a mesma que
outras religiões actuais veneram. Sabemos que a
nossa veneração consiste mais do que simples
palavras, ou acções. Consiste em conseguir alcançar
a harmonia interior e alcançar em todo o sentido a
palavra de Deus, nos seus actos e acções.
Quando falamos de Deus
nesta religião, falamos de Olodumaré ou Olorun.
Poder supremo e capaz de orientar a nossa vida,
vista por muitos como um caminho para a salvação
terrena e a paz celestial. Olodumaré é mais do que a
criação divina, ou a criação do ser humano. Faz
parte de cada ser humano num todo único e
indivisivel. Cada pedra, terra, planta, ar, animal,
agua, faz parte deste ser, dessa energia que emana e
faz a vida florescer. Acreditamos que devemos dar a
máxima importância a cada elemento da natureza, pois
ela faz parte de Olodumaré. Não o vemos como um Deus
irrado, vingativo e destruidor, também não o vemos
como a bondade, ou a felicidade eterna.
Olodumaré é simplesmente a
consciencia de todos nós humanos, que nas nossas
acções terrenas fazemos acontecer as maiores proezas
e conseguem atrair a felicidade as nossas vidas,
como o lado obscuro do ser humano o leva a cometer
crimes de uma natureza atroz. Neste contexto de dois
lados da mesma energia, consiste Deus na sua máxima
infinita sabedoria e conhecimento.
Nesta base toda a acção do
ser humano, pode ser alterado para o lado bom ou mau
simplesmente dependente das nossas escolhas na vida.
Olodumaré faz parte da nossa caminhada no sentido de
percerbemos as nossas falhas, e corrigir a nossa
caminhada de forma a evitar a penalização pelos
nossos errados actos. Acreditamos que nesta
caminhada foi nos colocado ajudas espirituais ou
guias espirituais, que são conhecidos por Orichas.
Estes guias ou Orixás tem a função de encaminhar e
ajudar o ser humano a encontrar caminhos e soluções
na sua caminhada pela terra.
Este pensamento leva os seus crentes a acreditar que na natureza existem diversas energias capazes de nos ajudar o ser humano. Uma dessas energias é o mar que é considerado por muitos o berço da vida, a criação onde toda a humanidade deveria ter vindo e evoluído. O oceano é visto como uma das maiores Orichas nesta religião, chamada de Yembo no seu caminho original, ou Yemanjá, mãe de todos os seres vivos. O Aché (energia) de Olodumaré se traduz como a vitalidade, o poder, graça, ou bênção em todas as coisas na terra.
As mais importantes destas divindades ou Achés são
Obatalá, Eleguá ou Echú, Yemayá, Changó, Ogún, Oyá,
Ochún, Ochosí, Osaín, Orunmila, Babalú Ayé.
Estas crenças vêm muito
antes de muitas religiões actuais, incluindo a
religião católica apóstolica romana. A Santeria
sempre viu o mar como algo mágico e misterioso, mas
acima de tudo o berço e o nascimento do ser humano e
de todas as especies que vivem e habitam na terra.
Crença actual de muitos cientistas, que consideram
que a vida na terra teria vindo do mar. Por isso
consideramos estar certos e convictos daquilo que
acreditamos ser a mais correcta, deixando ainda
aberta que a sabedoria estará, e está dividida por
todas as religiões deste mundo.
Chegada da
Santeria a America
A religião da nação Yoruba
da Nigéria, em Africa Ocidental, chegou a América
via Cuba, onde por motivos religiosos teve a
necessidade em alterar a sua forma de culto e
sintonizou-se com o catolicismo. A religião ficou
conhecida como Regra de Ocha, ou a religião lucumí e
varias religiões equivalentes se praticam no Brasil
e, também em Africa ocidental. A Santeria não
consiste num culto a santos católicos, pois estas
eram só mascaras que assumiram os Orichas para poder
sobreviver durante a escravatura nos corações dos
seus devotos. Os Orishas são as divindades dos
Yorubas, e a palavra “santo” é só utilizada devido a
conveniência e a familiaridade.
Uma das maiores
importancias na Santeria é a reverência e o respeito
pelos nossos antepassados, e isso é de uma grande
importância que se estabelece uma base sólida com os
egúns (espiritos ancestrais) que estão interligados
e fazem parte tanto do mundo espiritual dos Orishas,
como dos humanos. A religião dos Orichas está ligada
à noção da família a família numerosa, originária de
um mesmo antepassado, que engloba os vivos e os
mortos. O Oricha seria, em princípio, um ancestral
divinizado, que, em vida, estabelecerá vínculos que
lhe garantiam um controle sobre certas forças da
natureza, como o trovão, o vento, as águas, ou então
assegurando-lhe a possibilidade de exercer certas
actividades como a caça, o trabalho com metais ou,
ainda, adquirindo o conhecimento das propriedades
das plantas e de suas utilizações. O poder " ACHE " do
ancestral-orixá teria, após a sua morte, a faculdade
de encarnar-se momentaneamente em um dos seus
descendentes durante um fenómeno de possessão por
ele provocado. Os antepassados mortos são tidos em
alta estima na Santeria.
As oferendas a
Deus nesta religião
As oferendas ou ofertas a
Deus são feitas nesta religião animista de uma forma
muito diferente de algumas religiões actuais. Não
nos devemos esquecer que a Santeria provém e manteve-se
inalterada desde o ano 1400 ac, até hoje no que
concerne as oferendas a Deus. Essas oferendas foram
sempre vistas de uma maneira a agradar a Olodumaré,
para que este nos podesse atenuar as dificuldades
nos nossos caminhos. Não devemos também esquecer que
a própria religião católica manteve e mantêm algumas
cerimónias ancestrais, de sacrifícios e divulga
sempre a necessidade do sacríficio humano perante
aquilo que Jesus Cristo passou na cruxificação.
Desta religião chamada de
Santeria os sacrifícios sempre foram vistos como uma
obrigação do homem para Deus, e que servem para
libertar-se dos fardos que carregamos.
Muitos activistas de
direitos dos animais fazem criticas a prática da
Santeria no sacrifício animal, declarando que é
cruel e desumano. Os seguidores de Santeria alegam
que as matanças são conduzidas da mesma maneira que
animais são abatidos para consumo e isto não é
necessariamente sádico. Além disso, o animal é
cozinhado e comido mais tarde. Sabemos nós quem nem
todos os rituais são feitos da mesma forma, e
necessáriamente não podemos nos juntar a aqueles que
o façam de uma forma “criminosa” e fora dos
verdadeiros rituais. Não devemos esquecer que em
1993, a Corte Suprema dos Estados Unidos estabeleceu
que leis de crueldade do animal dirigidas
especificamente contra a Santeria eram
inconstitucionais, e a prática não viu nenhum
desafio legal significativo desde então.
A
iniciação nesta religião
O africano sempre
acreditou e centrou a sua visão cosmica na ideia do
ori, ou do seu destino. Ori é a cabeça física, assim
como da nossa consciência, e pode ser também
traduzida como "destino", ou "caminho escolhido". É
o equivalente ao chakra da Coroa ou Chakra Coronário
e contêm os elementos dos nossos ancestrais, como o
nosso carácter, personalidade, e atitutes, e de onde
provêm os nossos pensamentos, ideias, palavras, e as
nossas acções. Sempre foi visto com um símbolo
sagrado em todas as religiões.
Para os Yorubas e dentro
da filosofia metafísica santera, Ori é também um
Orisha. É o Orisha pessoal e individualizado com que
nascemos, o que hoje os metafísicos estão chamando
da Presença do nosso Eu Interior, e que caminha
connosco através da nossa vida inteira. É o único
Orisha que pode ir onde queira que vamos, e nos
acompanha sempre em todas as nossas viagens. Os
Yorubas crêem que um Ori contêm todo o Aché que se
necessita para alcançar todas as coisas que possamos
e queremos alcançar nesta encarnação, e sem o Ori
nada é possível. É, para cada indivíduo, o Orisha
mais PODEROSO, e a matriz da energia que contêm o
anteprojecto do nosso destino escolhido antes
de nascer.
Na crença yoruba, cada
qual elege o seu Ori antes de nascer, ao pararmos
diante de Deus e pedir uma oportunidade para
encarnar. Assim, adquirimos um destino como parte do
processo de NEGOCIAÇÃO de uma oportunidade na Terra,
e obtivemos um ori, uma cabeça, uma identidade. O
Ori é uma entidade vivente e um agente activo nesta
vida. É um Orisha pessoal, o mais importante que
cada qual têm, e pode orar, pedir, agradecer, e
fortalecer por meio de certos rituais. Também
elegemos antes de nascer nosso Orisha tutelar, que é
um dos Orishas importantes que se elege para que nos
ajude com o seu Aché para conseguir aquelas metas,
projectos que queremos realizar neste planeta.
Baseado no
que sabemos
do Ori, é uma metáfora não só para nossa habilidade
de evolução e tomada de decisões, senão também para
a combinação de genes dos pais quando sucede a
concepção, que é um processo onde nossos Eguns, ou
antepassados, contribuem com os seus atributos para
formar uma pessoa extraordinária e nova. Há muitos
acontecimentos que sucedem na concepção, e na visão
cosmica dos Yorubas, estes feitos são governados por
nossa eleição pré natal do Ori. Portanto, se diz que
o Ori se escolhe antes da concepção.
Um dos aspectos mais
importantes e interessantes da espiritualidade
yoruba e a sua sabedoria sagrada consiste na sua
insistência em ajudar o iniciado a alienar-se com o
seu Ori para cumprir melhor o seu propósito e
potencial nesta encarnação. Nossa relação com os
ancestrais e o Ori também nos ajuda a abrirmos e
desenvolver os dons e habilidades herdadas. Todo
isto ilustra também como a espiritualidade Yoruba
honra a individualidade de cada pessoa e dos dons
únicos que traz cada qual. Enfim, este é um resumo
muito básico da espiritualidade dos Yorubas.
Qualquer pessoa que deseje entrar neste sistema
religioso, deve procurar um Ilé (casa espiritual) na
sua cidade ou área, e desenvolver uma relação com um
maior na religião.
Desde já o meu obrigado
Okanbi / Omo Algallú
Contador de visitas

O que é a Santeria
A maneira de introdução rápida, a religião da nação
Yoruba da Nigéria, em Africa Ocidental, chegou a
América via Cuba, onde se havia preservado
sintetizada com o catolicismo. A religião se conhece
também como "Regla de Ocha", ou a religião lucumí.
Quem
são os Orichas
Cada pessoa é um ser único e diferente dos demais.
Em Africa, como no resto do mundo, existem distintas
crenças, fundadas em algo original e histórico.
Saiba mais
Oráculo do Dilogun
A
Comunicação com os Orixás pode ser feita pelo
Oráculo de Ocha ou pelo Jogo de Ifa. Olodumarê, o
Deus Criador, deu para Orunla enquanto divindade
manifestada no mundo, o Diloggún.
A Comunicação com os Orixás pode ser feita pelo Oráculo de Ocha ou pelo Jogo de Ifa. Olodumarê, o Deus Criador, deu para Orunla enquanto divindade manifestada no mundo, o Diloggún.
Saiba
mais
Palavras em Yorubá
Saiba um pouco das palavras em Iorubá dos nossos
antepassados africanos. Comunicar com os Orichas, no
seu próprio dialecto é uma obrigação de cada devoto.
Saiba
mais
Ervas dos Orichas
A Mãe Natureza proporciona ao homem uma
infinidade de plantas com valores medicinais. A
flora brasileira constitui uma fonte inesgotável de
saúde e nossos ancestrais sempre souberam se
aproveitar desta riqueza, pois o uso das plantas
medicinais existe desde o início dos tempos.
Saiba mais
História Povo Yorubá
Falado principalmente na Nigéria, o idioma yorubá é
complexo e arraigado em tradições. É o segundo maior
idioma da Nigéria, é falado em várias seitas
difundidas pelo mundo, entre estes estão a República
do Benin, Cuba, Brasil, Trinidad, e Estados Unidos.
Saiba
mais
Tarefas e Obrigações
Neste texto que a seguir apresento, mostro
algumas das tarefas e obrigações que alguém que
deseje entrar na Prática Yorubá, principalmente na
Regra Osha/Ifá e que não tenha uma ideia firme sobre
esta religião.
Saiba
mais
Palo Monte
Sou um Mestre Espiritual, O Tata Fundador de
Palo Monte Mayombe Regra Kimbiza Sagrada Sarabanda
nos Estados Unidos da América, e Somos quem somos,
Paleros ao Serviço da Humanidade e somos um Cabildo
(Templo), Fundamental e Independente e nos sentimos
orgulhosos de ser o que somos e levar a religião por
todo o mundo.
Saiba mais
Boveda Espiritual
Aqui deixo breve uma explicação de como se
desenvolve uma sessão espiritual, baseando em
testemunhos e por experiência própria. Levanto um
bocado do véu do que se passa numa sessão espiritual
e como devemos procurar nesta sessão os nosso guias
e espíritos do passado.
Saiba mais
Os Egguns
Os mortos (ikús) os espíritos que nos rodeiam (egguns)
devem serem atendidos, com o mesmo respeito tanto
como aos SANTOS (Orishas). A reverencia aos
antepassados é um dos pilares das religiões
africanas.
Saiba mais
Sou um Mestre Espiritual, O Tata Fundador de Palo Monte Mayombe Regra Kimbiza Sagrada Sarabanda nos Estados Unidos da América, e Somos quem somos, Paleros ao Serviço da Humanidade e somos um Cabildo (Templo), Fundamental e Independente e nos sentimos orgulhosos de ser o que somos e levar a religião por todo o mundo.
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