O que é o Tarot?
"Falar do Tarot, é falar de uma antiga arte de adivinhação que ainda
hoje se mantêm viva e forte nas mentes das pessoas. Apesar do secretismo
e críticas de muitos descrentes, o Tarot é uma orientação concreta e
real do que se vai passar, e como podemos alterar algo na nossa vida. A
verdadeira lógica consiste na orientação e encaminhamento que as cartas
nos dão, e principalmente na liberdade de escolha que o ser humano
possui. Para mim uma antiga arte a não esquecer e deverá ser lembrada
pela eternidade."
Sérgio Silveira
As cartas de Tarot são usadas como
adivinhação. O baralho de Tarot consiste de dois conjuntos de
cartas, um (arcanos maiores) com 22 figuras, como o Louco, o Diabo, a
Temperança, o Eremita, o Sol, os Amantes e o Enforcado. O outro conjunto
tem 56 cartas, (arcanos menores) com reis, damas, e valetes de paus
(agricultura), espadas (guerreiros), copas (família) e ouros ou
pentáculos
(comércio).
Ninguém sabe a origem do Tarot, alguns falam do
antigo Egipto e outros da antiga Mesopotâmia, mas as cartas são um
sucesso no ocidente desde o fim da Idade Média. Os quatro naipes
mantém-se nos nossos baralhos de 52 cartas: paus (anunciam novidades e
mudanças);
espadas (pressagiam infelicidade e morte); copas (pressagiam
felicidade na família); ouros (pressagiam dinheiro) - Estas são as associações de
Sérgio; outros desenvolveram as suas.
As cartas de Tarot são
lidas, normalmente, por um "profissional", embora nestes dias da Nova
Era, qualquer um pode comprar baralhos com instruções sobre como
descobrir o seu eu real e atualizar o seu potencial. Geralmente quem
deita cartas é uma mulher. Não há nada de sexista nisto: as mulheres
nada podem fazer se são mais psíquicas que os homens. Pelo menos é um
preconceito corrente. Nem há provas de que as mulheres possam predizer o
futuro melhor que os homens.
Porque o que está contido em
cartas é um mistério. Mas, como as ciências ocultas são misteriosas, não
precisamos de nos preocupar com questões de origem, causalidade ou
lógica desinteressante. Há algo de romântico na noção de baralhar as
cartas e expô-las, desenhar o desconhecido, ter uma vida exposta e
explicada, etc. A ideia de olhar uma carta e ela revelar o futuro, têm
um misticismo visionário indiscutivelmente atraente. Séculos de avanços
científicos e aprendizagem não diminuíram a popularidade do oculto e de
guias como o Tarot, tábuas de ouija, astrologia, I Ching, iridologia,
búzios, bolas de cristal, folhas de chá, etc.
A necessidade de
ser guiado, de ser assistido nas decisões, de ser tranquilizado, pode
ter as raízes em infâncias não plenas. Pois é na infância que são
precisos guias, assistências e orientações. É na infância que precisamos
de ser confortados e de que é normal sermos donos do nosso destino.
Talvez os adultos que procuram guias no oculto representem gerações de
crianças que não foram guiadas e dirigidas mas ordenadas, não ensinadas
a serem donas do seu destino mas a serem inseguras e submissas. Há algo
de atraente nestas noções mas provavelmente são lixo para
desinteressantes lógicas ocultas. Apesar de tudo, as cartas são lindas.
As cartas do Tarot
As cartas do TAROT simbolizam a nossa realidade interior. As
figuras nelas representadas são, na verdade, imagens de nossa alma. Elas
nos possibilitam conhecer aspetos mais ocultos do nosso mundo interior.
Através delas podemos descobrir aspetos insuspeitos de nossa
personalidade.
As cartas do TAROT representam a chave que nos abre a
porta para um mundo de conhecimento, para uma visão renovada da
realidade. À medida que o TAROT nos guia no caminho da auto -
descoberta, ele passa a ser um valioso instrumento de desenvolvimento e
aperfeiçoamento do nosso eu verdadeiro.
Quando observamos uma
figura contida numa carta do TAROT, é como se estivéssemos, na verdade,
olhando para a nossa própria imagem refletida num espelho. Por isso
essas figuras são tão significativas, tão universais e, ao mesmo tempo,
tão individuais.
Conhecer o TAROT é embarcar numa longa jornada de
surpresas e aventuras, aonde o prémio pela ousadia é a aquisição de uma
imensa sabedoria que, afinal, sempre esteve dentro de cada um de nós;
sempre esteve ao nosso redor, apenas não a percebíamos.