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Centro de Terapias Alternativas

Retiro contra stress

  • Categoria: Textos
  • Publicado em quinta, 30 abril 2009 09:58
  • Escrito por Tânia Gonçalves
  • Visualizações: 7736

Mata vira retiro

A mata do Jardim Botânico de Coimbra está a servir de «retiro» para quem deseja libertar-se do stress dos dias e deixar-se envolver pelo chilreio dos pássaros.

O «passeio de relaxamento», como lhe chama a «guia», Nídia Salgueiro, é uma das novas atividades do Jardim Botânico da Universidade de Coimbra, no coração da cidade, construído em 1772, por iniciativa do Marquês de Pombal. Ainda à entrada para a mata, de acesso vedado ao público em geral, o grupo de participantes submete-se a um «banho seco», a «libertação de energias gastas, que não lhes pertencem».   

Reunido em círculo, o grupo segue atentamente as orientações da Enfermeira aposentada e Mestre em Reiki, «sacudindo» as tensões acumuladas sobretudo na zona do pescoço e ombros. Depois, parte para as «entranhas» da mata, acomodando-se nos bancos de um largo, previamente «abençoado» pela guia e onde decorre a sessão de relaxamento e meditação. No meio da calmaria do espaço, Nídia Salgueiro propõe técnicas de concentração e de filtração de sons e convida cada um a «inspirar harmonia, paz e amor, e a expirar, visualizando, todas as inquietações, os desamores, as insuficiências, as raivas, os rancores». 

«Sê feliz, não te irrites» Aprender a harmonizar-se com a natureza e a «livrar-se» das inquietudes é «a postura, o caminho» traçado pela antiga enfermeira, às quintas-feiras de manhã, para «uma vida mais saudável e como forma de prevenir doenças, nomeadamente degenerativas». A «comunhão com o santuário da natureza» que é a mata do Botânico de Coimbra, passa, em boa medida, por orientações baseadas no Reiki, como «Sê feliz, não te irrites», «Sê grato por todas as coisas», ou «Faz o teu trabalho com gosto, com honestidade».  

Após uma «limpeza respiratória», segue-se a meditação, baseada numa oração, desta vez, a de S. Francisco de Assis, pela paz no planeta, pela tolerância para com os outros. 

Pelo meio, os participantes experimentam o exercício do «toque-carícia» nas mãos, que, segundo Nídia Salgueiro, leva o pensamento às «memórias afetivas mais arcaicas». 

Segue-se a caminhada, individual, e, no fim, exercícios, para libertar a «energia em excesso» adquirida ao longo do percurso. 

«Não podia ter encontrado melhor remédio» Lurdes Correia, enfermeira aposentada, conta como o passeio trata da fibromialgia que carrega todos os dias. «Ando sempre cheia de dores e esta manhã que passo aqui fico tão sedada, tão bem disposta, em harmonia comigo e com tudo, que não podia ter encontrado melhor remédio», disse. Também Guiomar Jorge, outra antiga enfermeira, que na véspera do passeio «mal podia andar com as dores da tendinite da anda», diz que, se calhar, «fabricou energias na mata, porque já não lhe dói nada». Isabel Rute, docente, sai da sessão «com muita paz e alegria», enquanto Isabel Castelo-Branco, também professora, encontra nos ensinamentos de Nídia Salgueiro «ajuda para entender os miúdos de outra maneira». 

Fonte: Tânia Gonçalves

 

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