Olofi é a personificação da Divindade Suprema no Panteão Iorubá. É a causa e a razão de ser de todas as coisas. A sua posição é de poder absoluto, transcendendo a esfera dos Orichás.
Origem: Olofi não nasceu de nenhum Orichá; Ele é a origem de tudo.
Criação Total: Foi Ele quem fez o mundo, os Orichás, os animais e os homens. Ele detém todos os segredos da criação e entregou o poder aos Orichás.
Habitação: Vive nos céus e raramente desce à Terra. É frequentemente considerado como sendo "velho e cansado".
Desilusão: O texto mitológico (pataki) revela que Olofi ficou desiludido com a sua criação ao ver a discórdia entre os homens. Desde então, não se envolve mais diretamente nas coisas do mundo.
Embora Olofi não se envolva diretamente, a Sua presença é crucial para o funcionamento do universo espiritual:
Intercessão Indireta: Olofi não negocia diretamente com ninguém, mas sem a Sua ajuda nada pode ser alcançado.
O Destino das Oferendas (Ebbo e Addimú): Todos os addimús (oferendas) são processados através de um Orichá específico, mas é em última análise Olofi quem irá resolver a situação. Daí a expressão: "O ebbo (sacrifício/oferenda) atingiu Olofi".
Mensageiros Divinos: Os Orichás atuam como os seus mensageiros.
Segredos da Adivinhação: Foi Olofi quem fez Orula (Orunmilá) lançar os segredos da adivinhação, desvendando assim os caminhos do futuro.
Mensageiro da Morte: Olofi entregou o poder de prever a morte especificamente ao Orichá Osun.

Adoração Direta: Olofi é adorado diretamente e é considerado a "fundação do mundo".
Sacrifícios: É honrado com o sacrifício de pombas e animais de quatro patas.
Recebimento: Olofi é uma divindade que é "recebida" em rituais específicos, estabelecendo uma conexão com o fundamento da criação.