Nanã Burukú é uma das divindades mais antigas e menos conhecidas da Santeria, simbolizando o tempo e as origens da vida. Ela é um dos caminhos ancestrais de Yembó (um caminho de Odduá e Yemanjá), tendo vindo da terra Arará de Asowuano (Azowano, associado à doença).
Mãe das Águas Doces: Nanã é conhecida como Iya Omi Oni (Mãe das águas doces). Esta é a chave para desfazer a confusão de que Oxum (Ochún) é a mãe das águas doces: Oxum é a dona das águas doces, mas Nanã é a mãe que as criou.
Mãe de Oxum: Nanã Burukú é a verdadeira mãe de Oxum (Yalorde) neste caminho da vida de Yembó/Yemanjá.
Antiguidade: Os Lucumies (povo Iorubá) reconheceram que esta Orichá é tão antiga quanto o próprio tempo.
A Lua (Buruku): A palavra Buruku significa lua. Este astro ilumina a Terra à noite, afastando o sombrio. Nanã manifesta-se através da lua e dá luz aos Seus filhos para que nunca percam o rumo na vida.
A história de Nanã está ligada ao ressentimento em relação a Oggún, devido ao desrespeito que ele teve quando ela se manifestava como Yembó:
O Desrespeito de Oggún: O caminho de Nanã nasce pelas más atitudes e abusos de Oggún para com Yembó.
Proibição do Ferro: Devido a este conflito (e ao facto de Oggún ser o ferreiro e sacrificador), Nanã não suporta Oggún. Ela mata os Seus animais com uma faca de cana de bambu, e não com a faca de ferro de Oggún.

O culto a Nanã Burukú é complexo e secreto, sendo poucos os iniciados que a recebem:
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