Olokun é uma das divindades mais elevadas na hierarquia do panteão Iorubá, ocupando o segundo lugar de importância, logo após Odduá. O seu poder deriva do facto de que, na formação do mundo, a água superava a terra.
Nomes: Olokun é também conhecido como Aagana-Ekun ou Iya Moalle (A profundidade dos oceanos e mãe dos peixes e búzios).
Mistério Absoluto: Olokun representa tudo o que é desconhecido e inatingível no fundo do mar, um mistério que é referenciado no oddu (signo de Ifá) 4-4 Melli.
Comunicação Indireta: Olokun não fala diretamente pela sua própria boca, mas sim através de Yemanjá.
Olokun governa uma dualidade de espíritos que coabitam nas profundezas:
Espírito da Vida: Samugagawá
Espírito da Morte: Acaro
Ambos estão representados nas ferramentas rituais de Olokun, simbolizando o poder do oceano de dar e tomar a vida.

Yemanjá (também chamada Yembó) é o primeiro caminho de Olokun na sua trajetória para a Terra, e atua como o seu porta-voz.
O texto explica que os "caminhos" dos Orichás representam as reencarnações da divindade ao longo das suas diversas etapas de vida na Terra.
Estes caminhos correspondem às sete reencarnações (e o caminho original) deste Orichá, e estão simbolicamente ligados aos sete mares: