Pandemia

Pandemia

Falar desta pandemia, não é só falar da infeção do vírus nas pessoas mais vulneráveis. Tem a ver com as mudanças mentais que todos precisamos fazer,.

E esta pandemia veio acelerar esse processo. Gostava que seguissem este raciocínio. O vírus aparece na China, mais uma vez o foco de uma infeção global, no entanto, afeta principalmente a economia europeia e o pensamento liberal. Esta guerra mundial contra o vírus, assemelha-se a uma batalha mundial em grande escala. Quando terminar esta guerra contra o vírus, a meu ver, vai durar anos, depois teremos a crise monetária, com desempregos em massa, falências em muitos setores da vida e uma desorientação das pessoas no que vão fazer da sua vida.

Quem pede que devem fechar tudo imediatamente (lojas, transportes, aeroportos, fronteiras, hipermercados, bombeiros, esquadras, farmácias, etc) e todos devem deixar de trabalhar por períodos de 14 dias de forma a livrarem-se do vírus, não deve estar bem a pensar das suas consequências. Numa sociedade atual seria uma representação da queda de uma bomba atómica em Portugal, e no final não conseguíamos erradicar o vírus, pois, ele ainda vai manter-se durante muitos anos. Também falo dos outros que dizem que devemos trabalhar normalmente, pois, este vírus é uma simples constipação, e que não devemos abdicar do nosso estilo de vida. Se os primeiros se parecem “aliens” ou segundos imprudentes e egoístas.

Tudo na minha vida, tem sido pautado pelo equilíbrio entre as emoções e a racionalidade. Por isso, em qualquer fase da vida, na qual confrontei problemas graves, sempre lidei com as maiores responsabilidades entre a obrigação e o dever. Temos todos o dever de fazer o nosso melhor em prol da sociedade, mas isso não significa fugir e esconder-se logo que temos um problema, e esperar que ele passe milagrosamente. Tenho visto nas redes sociais o caos lançado por pessoas que não entendo o que ganham com isso. São elas as notícias falsas, a desinformação, o idealismo idiota, o egoísmo de comprar tudo e não deixarem nada para os outros e uma quantidade anormal de especialistas na área de saúde que dão opiniões. Não sabia, que havia tantos especialistas na área da saúde em Portugal, mas é pena que não estejam na direção-geral de saúde.

Esse é o maior perigo, muito maior que o vírus, a ignorância. Se pensarmos bem, este maravilhoso país que vivo não sobrevive se ficarmos escondidos a espera de uma cura. É preciso trabalhar de forma a manter as organizações em funcionamento, as estruturas a funcionar. Devemos ter a obrigação pessoal, moral e social de fazer o nosso melhor de forma a não destruir tudo aquilo que trabalhamos até hoje. Por isso, peço que sejam prudentes, cuidadosos e não se deixem cair no medo e serem “carneirinhos”. Mudem hábitos, trabalhem conscientes e sejam pessoas capazes de enfrentarem qualquer problema, seja qual for a época. Precisamos de “heróis” nesta sociedade, como os motoristas de pesados, os funcionários dos hipermercados, do pessoal médico, dos bombeiros e polícias e de todos aqueles que trabalham em prol de toda a sociedade. A esses “heróis” o meu muito obrigado, gratidão e honra para quem tanto dá à sociedade, mesmo enfrentando está guerra biológica.