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Jegua - Jewua

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Escrito por Okanbi / Omo Aggayú

 jegua

 

Jegua - a dona e senhora de Ile Oku (a casa dos mortos). Muitos na nossa crença tem a noção de que Oya-Yanzan é a que manda e rege o cemitério, no entanto não é assim. É ela quem recebe o cadáver na porta do cemitério, mas a dona daquele local sacro é Jegua. A ela, Olodumaré lhe impôs viver neste tenebroso lugar por uma falta cometida ao ter amores secretos com Changó, o qual lhe era proibido naquele tempo. Deste amor nasceu uma criança à qual se conhece pelo nome de "Brusiña".  

Brusiña vive só, e recebe-se quando se entrega Jegua, porque este Orishá nasce e vive dentro de Jegua. Ela perde o seu titulo e a representação da virgindade, por ter tido amores com Changó. Ela é uma Orishá, misteriosa e por sua vez bonita e milagrosa, e somente a molestamos quando necessitamos de algum milagre grande nas nossas vidas, tais como quando a morte se aproxima e queremos tira-la do nosso caminho. 

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Ela manifesta-se de forma sombria e quando faz um ato de presença no tambores bata (tambores de Changó), em seguida “monta” um dos seus “cavalos” – significa incorpora um dos seus filhos – devem sempre cobrir com um lençol branco um dos seus filhos incorporados. Ela representa a virgindade em todo o sentido da palavra, e quando se sacrificam animais a este Orishá, tem se o cuidado de que estes sejam sempre animais virgens e jovens. Ela come só na companhia de Ochun, que é a única Orishá na qual ela confia e conhece os seus segredos. Quando se recebe OLOKUN, este Orichá está Unje - comendo, canta-se a Jegua, pois ela come na parte de fora da taça de Olokun, especialmente quando se esta sacrificando o pato de Olokun. O seu odún de nascimento é Irosu-Meji (4-4), como sabem nasce em um dos Odún onde fala Olokun e Yemaya. 

A cor que a identifica é o Castanho-Roxo, em cor vinho tinto e quando se faz a firma na cabeça dos seus filhos de Jegua faz-se sempre com a cor roxa. Jegua no entanto tem um aspeto fúnebre e sombrio, é uma Orishá na qual tem a virtude de ser nobre e milagrosa, e aqueles que a invocam sempre verão os seus desejos cumpridos. Ela não gosta de estar exposta como os outros Orichás, deve-se sempre procurar num lugar à parte onde não estejam passando pessoas, e que haja sossego e calma. 

Os seus filhos ou aqueles que a tem recebido, tem que ter um grande cuidado, nunca entrar no quarto onde ela esteja vivendo, quando fazem amor. Uma vez que se tenha feito amor, a pessoa deve fazer um Omi-Ero de folhas de "saúco branco, verdolaga e erva criança", com a qual devem-se banhar para retirar de cima o odor a sémen. Na nossa mitologia ela representa a virgindade e a pureza.

 

Okanbi

Com a bênção do meu Pai Aggayú e Yemanjá

Para qualquer outra questão sobre este texto, pode-nos escrever para o nosso correio eletrónico e darei mais explicações ou retirarei dúvidas.

 

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